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O que é a Imaculada Conceição?

Giovanni Battista Salvi "Il Sassoferrato" (1609–1685)
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A Igreja celebra solenemente, no dia 8 e dezembro, o fato de a Virgem Maria ter sido concebida sem pecado original

Em 8 de dezembro de 1661, o Papa Alexandre VII promulgou a constituição “Sollicitudo omnium Ecclesiarum”, declarando que a imunidade de Maria com relação ao pecado original desde o primeiro momento da criação da sua alma e da sua infusão no corpo eram objeto de fé. Isso também foi recolhido nos catecismos de Pedro Canísio (século XVI), Roberto Belarmino (século XVII) e Jacques-Bénigne Bossuet (século XVIII).

Em 1830, Catarina Labouré (1806-1876) recebeu uma aparição de Nossa Senhora, quem lhe confiou a tarefa de difundir no mundo inteiro a “medalha milagrosa”, com a imagem de Maria e com a inspiração “Concebida sem pecado”. A devoção que suscitou foi tão grande entre os fiéis, que muitos bispos pediram ao Papa Gregório XVI a definição do dogma da Imaculada Conceição.

As petições continuaram com seu sucessor, Pio IX, que instituiu uma congregação especial de cardeais e membros do clero secular e regular para examinar cuidadosamente tudo que fosse relativo à Imaculada. O Pontífice enviou a todos os bispos católicos a encíclica “Ubi primum”, de 1849, para que comunicassem que devoção animava seus diocesanos com relação à Imaculada Conceição de Maria, e sobretudo o que os próprios bispos opinavam a respeito disso.

Na “Ineffabilis Deus” (art. 17), Pio IX confessou o “consolo” que sentiu ao receber as respostas dos bispos, as quais, “com uma incrível complacência, alegria e fervor, (…) não somente reafirmaram a piedade” com relação à Imaculada Conceição, mas “também todos a uma só voz” (546 dos 603 bispos que haviam respondido) “ardentemente” pediram a definição do dogma com uma “suprema e autoritativa sentença”. Ao mesmo tempo, também os membros da congregação especial haviam “pedido com insistência” tal definição ao Papa, assim como um consistório.

Por isso, afirmou e definiu “que a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda mancha da culpa original no primeiro instante da sua conceição por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em atenção aos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano, está revelada por Deus e deve ser, portanto, firme e constantemente acreditada por todos os fiéis” (art. 18).

Quatro anos depois da proclamação do dogma, em 1858, a Virgem apareceu em Lourdes (França) à jovem Bernadette Soubirous, dizendo “Eu sou a Imaculada Conceição” – significativa confirmação da proclamação de Pio IX.

O Catecismo da Igreja Católica recorda, no número 488, que “Deus enviou o seu Filho. Mas, para lhe formar um corpo, quis a livre cooperação duma criatura”; e que, para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão" (n. 490). “Desde o primeiro instante da sua conceição, ela foi totalmente preservada imune da mancha do pecado original, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo da vida” (n. 508).

 

 

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