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Hong Kong volta à normalidade com fim de protestos pró-democracia

<p>Tráfego é liberado no bairro de Admiralty após a remoção de um acampamento de manifestantes</p>

AFP - publicado em 12/12/14

Hong Kong voltou à normalidade nesta sexta-feira, com o tráfego liberado em sua principal avenida, após a retirada dos manifestantes pró-democracia que ocupavam há mais de dois meses o centro desta ex-colônia britânica.

A polícia desmantelou as barricadas, destruiu os acampamentos e deteve mais de 200 manifestantes que permaneciam no principal acampamento do movimento na ilha de Hong Kong desde o fim de setembro.

Esta operação, realizada por centenas de policiais no bairro de negócios de Admiralty, próximo à sede do governo, colocou fim à maior crise política de Hong Kong desde sua devolução, em 1997, à China.

Os manifestantes, em sua maioria estudantes e jovens trabalhadores, exigiam a instauração de um verdadeiro sufrágio universal e denunciavam o controle por parte de Pequim dos candidatos ao posto de chefe do executivo local.

As autoridades chinesas não fizeram nenhuma concessão a respeito destas reivindicações. Já os manifestantes se comprometeram a prosseguir com a luta de outra maneira.

"Voltaremos. Não é o fim do movimento", afirmava na noite de quinta-feira à AFP a deputada Claudia Mo. "O despertar da consciência política da juventude é irreversível e o combate prossegue".

No entanto, alguns não escondiam sua amargura nesta sexta-feira pelo fracasso das manifestações, que contavam com um forte apoio popular, mas que obrigaram os habitantes a passar várias horas nos transportes públicos.

"Estou muito deprimido", afirmava Kim Lo, um trabalhador do setor imobiliário de 34 anos. "Agora devemos pensar o que queremos. Não penso que devamos voltar às ruas no momento".

Benny Tai, líder do grupo Occupy Central e partidário em um primeiro momento de ocupar os bairros estratégicos, também rejeitava a perspectiva de um acampamento em um futuro próximo. "Irão ocorrer novas ações de resistência", acrescentou.

Já a imprensa estatal chinesa comemorou o desmantelamento das últimas barricadas dos manifestantes, destacando que este movimento inspirado, segundo ela, por "forças hostis", não obteve concessões.

"A derrota da ‘revolução dos guarda-chuvas’ representou uma clara mensagem às forças hostis, tanto locais quanto estrangeiras (…) O governo central nunca fará concessões", comentou em um editorial o jornal China Daily.

"O movimento Occupy provocou muitos danos" em Hong Kong em termos econômicos, sociais e ao minar as convicções baseadas no respeito à autoridade da lei, acrescentou o jornal.

Para ele, "a partir de agora a população de Hong Kong entenderá melhor que um ‘alto nível de autonomia’ não significa uma autonomia completa".

"Nos opomos firmemente à ideia de que a violência nas ruas possa reformar a sociedade", insistiu, também em um editorial, o jornal Global Times, comemorando que Hong Kong tenha conseguido "defender o princípio da autoridade da lei".

Segundo o China Daily, as ações e reivindicações do Occupy Central, movimento "apoiado por forças externas que conspiram contra a ascensão da China", iam "contra os interesses da sociedade de Hong Kong e da nação em seu conjunto".

Os protestos começaram em setembro, quando as autoridades comunistas chinesas insistiram que os candidatos das eleições locais de 2017 devem ser aprovados por um comitê oficial.

Estudantes saíram às ruas para denunciar o que consideram uma farsa eleitoral.

Na sequência, outras demandas foram apresentadas, como a crescente desigualdade econômica na sociedade de Hong Kong.

As manifestações, que em alguns momentos provocaram confrontos com a polícia, contaram com a participação de até 20 deputados da Assembleia local de Hong Kong.

Outro acampamento, no distrito de Mongkok, na parte continental de Hong Kong, foi desmantelado no fim de novembro.

No ápice, o movimento reuniu dezenas de milhares de pessoas nas ruas da cidade, mas o apoio popular diminuiu consideravelmente ante as dificuldades de deslocamento.

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