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60 parlamentares de 20 países adotam a Declaração Pró-Família na ONU

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American Life League

Josh Craddock - publicado em 13/12/14

Grupo espera incentivar a ONU a se lembrar da família em seu plano de desenvolvimento sustentável

A Cúpula Transatlântica de 2014 [2014 Transatlantic Summit], organizada pela recém-formada Rede Política pelos Valores [Political Network for Values], reuniu legisladores pró-vida e pró-família de quatro continentes para reconhecer e reforçar o papel da família no desenvolvimento sustentável.

Programada para celebrar o 20º aniversário do Ano Internacional da Família, a cúpula das Nações Unidas pretendia "enviar uma mensagem de esperança ao mundo" e "aumentar a consciência sobre o papel essencial da família e dos seus valores entre os responsáveis pelas decisões políticas".

"Nunca antes houve tantos líderes políticos trabalhando em conjunto para apoiar o casamento e as políticas da família em seus países de origem", disse Lola Velarde, diretora do Instituto de Política Familiar e organizadora do evento, em conversa com a Aleteia. "Isto poderá levar à implementação de melhores políticas familiares nos níveis locais".

Um dos palestrantes, Zoltan Balog, ministro húngaro de Capacidades Humanas, disse aos participantes que "a família é o recurso nacional mais importante da Hungria". Balog afirmou que o país está comprometido com o casamento entre um homem e uma mulher, por ser esta a melhor estrutura para o desenvolvimento das crianças.

O ministro declarou ainda que a Hungria está trabalhando para defender a pessoalidade de todo ser humano desde a concepção e citou a nova constituição do país, que afirma: "A dignidade humana é inviolável. O feto deve ser protegido desde o momento da concepção".

Entre os palestrantes, políticos como o norte-americano Jeff Fortenberry e o colombiano Oscar Zuluaga descreveram como as suas campanhas enfatizaram o papel da família.

A professora Helen Alvare, da Universidade George Mason, denunciou algumas organizações autoproclamadas "defensoras dos direitos das mulheres" por se concentrarem apenas na expansão do acesso ao aborto e ao controle de natalidade. Ela apontou a contradição em que essas organizações caem ao exigirem concessões para a vida familiar das mulheres e, ao mesmo tempo, afirmarem que a família é um fardo econômico para elas. "A peça central da liberdade econômica das mulheres não é o sexo sem bebês", comentou Alvare. "Se um governo afirma que valoriza as pessoas, ele tem que priorizar a família. E, para priorizar a família, ele tem que priorizar a expressão sexual procriadora".

No encerramento da reunião, os idealizadores de políticas públicas de vários países, entre os quais a Eslováquia, o México, o Quênia, o Chile, a Espanha, o Catar e os Estados Unidos, divulgaram uma declaração sobre os seus valores comuns dirigida ao Secretário Geral das Nações Unidas, compartilhando a preocupação em garantir que a família seja fortalecida como um motor do desenvolvimento.

A Declaração sobre os Direitos da Família afirma que "a família é o elemento natural e fundamental da sociedade" e que "todos têm o direito inerente à vida, a partir do momento da concepção até a morte natural".

"Esta é a primeira vez que tantos líderes políticos, sociais e acadêmicos se reúnem na ONU para fortalecer a família", reforça Velarde. "Foi muito importante que a Declaração sobre os Direitos da Família, assinada por mais de 200 representantes eleitos, tenha sido entregue ao secretário geral, porque a família precisa ser incluída na agenda pós-2015".

A Organização das Nações Unidas está finalizando a elaboração dos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma série de metas que deverão substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio como guia de prioridades para o desenvolvimento das nações. O projeto contém 17 metas, mas nenhuma que mencione a família.

Stefano Gennarini, analista de assuntos jurídicos do Instituto da Família e dos Direitos Humanos, lembrou que, durante as negociações sobre o projeto, várias delegações pediram que qualquer menção à família fosse excluída dos objetivos propostos.

Os observadores junto à Organização das Nações Unidas consideram que a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é o mais importante processo da ONU que abrange questões de casamento e aborto desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada em 1994.

A Rede Política pelos Valores espera que a Cúpula Transatlântica de 2014 incentive as Nações Unidas a se lembrar da família em seu plano para o desenvolvimento sustentável. As negociações sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável serão retomadas em janeiro.

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