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Rumo a um cristianismo diversificado

Jeffrey Bruno
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Hoje, mais de 500 anos depois da Reforma, as igrejas protestantes se sentem à vontade para discutir com os católicos?

O professor Fulvio Ferrario, estudioso do protestantismo, vice-reitor da Faculdade Valdese de Teologia de Roma, compartilha com a Aleteia suas reflexões sobre o diálogo entre católicos e protestantes.

Hoje, mais de 500 anos depois da Reforma, as igrejas protestantes se sentem à vontade para discutir com os católicos?

Existe uma consolidada tradução de diálogo, em muitos níveis: o oficial e também o capilar, em nível de base. Creio que cada um se sinta perfeitamente à vontade, mesmo quando emergem algumas divergências que, sem dúvida, persistem. 

Temos um Papa ecumênico? Onde notamos isso?

Vemos um ecumenismo no sentido clássico (diálogo entre católicos, protestantes e ortodoxos), porém não está ao centro do interesse do Papa. Suas prioridades me parecem a reforma da Igreja Católica, antes de tudo moral, a começar pelos vértices, e o diálogo com o povo. No entanto, o Papa é uma pessoa autenticamente aberta, ele tem também um interesse pelas outras igrejas. Na minha opinião, a elevada qualidade das suas intervenções às vezes é um pouco banalizada pelo culto à personalidade que o circunda e do qual um personagem de tal estatura não tem necessidade. 

O que uma boa relação entre os cristãos pode oferecer ao mundo de hoje?

É óbvio que um testemunho comum ajuda a ser plausível a mensagem. Porém, não é que “comum” seja sinônimo de “uniforme”. Um cristianismo diversificado, mas dialogável, poderia trazer resultados muito interessantes também para a opinião pública secularizada. É possível ser seriamente crítico e fraterno ao mesmo tempo.

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