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Poupar em 2015: ainda é possível?

© Spiber/SHUTTERSTOCK

Família Cristã - publicado em 07/01/15

Para as famílias que ainda estão em condições de poupar, a especialista da DECO sugere que se comece por uma pequeníssima poupança que pode dar frutos no futuro. Se todos os dias se beber menos um café, são 0,60 cêntimos que ficam na carteira. Ao final do mês, há um acréscimo de cerca de 20 euros. No fim do ano temos mais de 200 euros. Parece coisa pouca. Mas este valor terá um significado diferente, depois de um esforço de poupança. Cada família saberá melhor que ninguém onde encontrar o tal gasto que ainda é possível evitar.

Definir prioridades

Os economistas e a literatura especializada referem a importância de se poupar 10% dos rendimentos. Contudo, Natália Nunes defende ainda outra teoria: «Eu costumo dizer que cada um deve poupar aquilo que conseguir. Tem é de ter um objetivo de poupança, nem que seja o correspondente a um café por dia – e já está assim a ganhar hábitos de poupança. Se se propuser a um objetivo demasiado ambicioso, sente-se desmotivado a cumpri-lo», realça.

Distinguir os desejos das necessidades, reconhecer as despesas essenciais das supérfluas, definir as prioridades, é um bom lema de vida para se começar um novo ano.

Quando se assume o controle das despesas, o barco da vida segue rumo a um destino seguro. As múltiplas solicitações da sociedade de consumo piscam o olho constantemente, mas a vida é mais do que o status, materialismo e estereótipos que empurraram algumas famílias para o endividamento. «As nossas decisões são muitas vezes determinadas por esta sociedade de consumo em que vivemos, mas temos de repensar tudo isto e sermos consumidores mais ativos e mais responsáveis. É a própria família que tem de se sentar à volta de uma mesa e tentar definir o que é uma necessidade e um desejo. Aquilo que é um desejo para uma família pode não ser para outra. Se fizermos este exercício, conseguiremos gastar menos. Se gastarmos menos, vamos ter os tais 10% do nosso rendimento destinado à poupança mensalmente.»

Importa aqui voltar a salientar que tem de haver objetivos para essa poupança. Segundo esta especialista da associação para a defesa dos consumidores, «a poupança não pode ser encarada como um amealhar puro e simples». É mais fácil poupar quando temos um propósito para o que queremos. Quantos não gostariam de fazer umas férias merecidas, comprar um miminho para si, trocar de carro ou de casa? Estes são apenas alguns exemplos que fazem sonhar muita gente. Sonhos possíveis de concretizar quando existe estabilidade financeira.

«Cada um vive com o que tem» ou «viver com o suficiente» são expressões que se ouviam nas gerações passadas e voltam a ecoar na cabeça de muitos, depois de terem sido abalados pela crise económica. Porém, isso não significa que não possa haver qualidade de vida. Diz Natália Nunes: «É possível termos qualidade de vida e não gastarmos muito dinheiro. Temos alguma oferta cultural sem despendermos qualquer verba. Só temos de estar atentos e procurar. Existe também a ideia errada que é preciso gastar muito dinheiro para se ter uma alimentação equilibrada. Nós temos vindo a demonstrar – com alguns estudos e até com algumas receitas que temos feito – que é possível ter uma alimentação equilibrada sem gastar muito dinheiro…. Para termos uma qualidade vida aceitável não é necessário termos muito dinheiro, temos é de fazer uma boa gestão desse dinheiro», realça a coordenadora do GAS.

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Tags:
Economia
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