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Estilo de vida

Onde foram parar todos os homens de bem?

Jeffrey-Bruno

Robert McTeigue, SJ - publicado em 09/01/15

A cultura moderna declarou guerra à masculinidade

"Onde foram parar todos os homens de bem?", pergunta a escritora A. J. Kiesling no título do seu livro publicado em 2008. Em contraste com as onipresentes discussões sobre "os privilégios masculinos", especialmente nos círculos feministas, um olhar sóbrio e honesto para as evidências disponíveis hoje em dia nos sugere que a nossa cultura tem esmagado os homens (e os meninos) simplesmente porque eles são do sexo masculino. Provas convincentes desta afirmação podem ser encontradas tanto em fontes laicas quanto em fontes cristãs.

A controversa crítica social Karen Straughan deu uma chamativa palestra durante o encontro "A Voice for Men" [“Uma Voz para os Homens”], realizada no ano passado em Detroit, nos Estados Unidos. Ela alertou sobre as mudanças na legislação e no mundo acadêmico que prejudicam os homens e, por conseguinte, também prejudicam as mulheres. Em seu blog "Girl Writes What", ela fala sobre as mudanças culturais que levaram os homens, aparentemente, a se desinteressar do casamento. Ela vai mais longe e afirma que muitas formas de feminismo não desejam a igualdade, mas a destruição dos homens.

O popular filósofo Stefan Molyneux, na FreeDomainRadio, tem abordado questões semelhantes. Ele faz contundentes críticas à misandria comumente encontrada em várias formas de feminismo. Ele também apresenta análises e comentários bem fundamentados sobre as forças jurídicas, acadêmicas, econômicas e sociais que estão organizadas contra a dignidade e o desenvolvimento pleno dos homens. A lista dos seus vídeos pode ser encontrada aqui.

A escritora Christina Hoff Sommers, que se tornou conhecida em 1995 pelo seu livro “Who Stole Feminism? How Women Have Betrayed Women” [“Quem roubou o feminismo? Como as mulheres traíram as mulheres”], fez soar o alarme em nome dos homens em 2013 com seu novo livro “The War Against Boys: How Misguided Policies Are Harming Our Young Men” [“A guerra contra os meninos: como as políticas erradas estão causando danos aos nossos jovens homens”]. Em ambos os livros, ela documenta uma sério de exemplos para denunciar que os defensores mais agressivos da "igualdade de gênero" pouco fizeram de bom e muito de ruim, tanto contra os homens quanto contra as mulheres.

No âmbito cristão, Michael S. Rose mexeu com um ninho de vespas em 2002 ao publicar “Goodbye: Good Men” [“Adeus, Homens de Bem”]. O subtítulo do livro explica a tese do autor: “Como os seminários católicos afastaram do sacerdócio duas gerações de vocações”. Ele afirma que os homens fortes foram expulsos ou afastados dos seminários precisamente porque eram homens fortes.

Outro crítico ferrenho do espírito antimasculino dentro da Igreja católica é Michael Voris, da ChurchMilitant.TV. É fato que muita gente não gosta do tom de Voris e da sua aparente “fúria quase constante”, mas ele está fazendo bem o seu dever de casa. O grupo que ele coordena é bastante cuidadoso nas suas pesquisas e no uso das fontes, como podemos ver nos DVDs e CDs disponíveis em seu site. Voris produziu uma série de vídeos que estão disponíveis no YouTube a respeito da crise da masculinidade dentro da Igreja. Alguns dos mais recentes podem ser vistos aqui e aqui.

No livro “Why Men Hate Going to Church” [“Por que os homens odeiam ir à igreja”], lançado em 2011, o autor protestante David Murrow apresenta não apenas as suas críticas à atual prática protestante, mas também algumas tentativas de solução. Ele é o fundador da “Church for Men” [“Igreja para Homens”], que se propõe a missão de oferecer ministérios específicos para a natureza e as necessidades próprias dos homens. Há em seu site um questionário on-line (em inglês) sobre "

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