Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Quinta-feira 28 Outubro |
Santos Apóstolos Simão e Judas Tadeu 
Aleteia logo
home iconAtualidade
line break icon

Mais de um milhão marcham em Paris, a ‘capital do mundo’ unida contra o terror

<p>O presidente francês François Hollande e líderes mundiais marcham juntos durante manifestação realizada em Paris a favor da liberdade e democracia no dia 11 de janeiro de 2015</p>

AFP - publicado em 11/01/15

Uma maré humana de mais de um milhão de pessoas, entre elas dirigentes de 50 países, invadiu Paris neste domingo, que se transformou na capital do mundo em uma histórica manifestação em homenagem às vítimas dos jihadistas e em repúdio aos ataques que abalaram a França.

Com expressão grave e de braços dados com o presidente francês François Hollande, líderes mundiais lideraram a marcha, iniciada na Praça da República, pouco antes das 15h30 locais (12h30 de Brasília).

Entre eles estavam o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente palestino Mahmud Abbas, a chanceler alemã Angela Merkel, os reis da Jordânia, Abudullah e Rania, o premiê britânico David Cameron, e o colega espanhol, Mariano Rajoy, entre outros.

Foi sentida a ausência do ministro marroquino das Relações Exteriores, Salaheddine Mezouar, que enviou suas condolências à França, mas não compareceu à marcha "em razão da presença de charges blasfematórias" do profeta no evento, segundo comunicado oficial divulgado pela embaixada marroquina.

Ao longo da passeata, alguns dirigentes saudaram os moradores de imóveis próximos e foram aplaudidos pela multidão. Meia hora depois do início da marcha, líderes mundiais e personalidades políticas francesas fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos 17 mortos.

Logo depois, os dirigentes começaram a se retirar da manifestação, enquanto o presidente francês permaneceu no local, entre os manifestantes, e saudou e abraçou familiares das vítimas dos terroristas.

"Paris é, hoje, a capital do mundo. Todo o país se erguerá com o melhor que tem", declarou Hollande pouco antes da marcha, falando a seu gabinete.

"Esta manifestação deve demonstrar o poderio e a dignidade do povo francês, que vai gritar seu amor pela liberdade e a tolerância", disse ainda.

Paralelamente, dez mil pessoas se concentraram na pequena cidade francesa de Dammartin-en-Goele, onde os irmãos Said e Chérif Kouachi, autores do ataque contra Charlie Hebdo, morreram em um enfrentamento com forças de ordem.

Neste domingo, pelo menos 3,7 milhões de pessoas participaram das manifestações de repúdio ao terror em toda a França, na maior mobilização já registrada até hoje no país, informou à AFP o Ministério francês do Interior.

Em Paris, a praça da República, imensa esplanada com capacidade para abrigar dezenas de milhares de pessoas, já estava lotada horas antes do início da marcha deste domingo, constatou a AFP.

Os manifestantes exibiam cartazes com palavras de ordem de resistência, como "Empunhem suas canetas", "Liberdade, igualdade, desenhem e escrevam!" e a já célebre "Eu sou Charlie".

A multidão se concentrava, também, nas ruas vizinhas e na praça da Bastilha.

De acordo com o ministério do Interior, a marcha na capital reuniu entre 1,2 e 1,6 milhão de pessoas.

Mais cedo, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, já tinha dito que o evento teve uma "amplitude sem precedentes".

Sob um radiante sol de inverno, os manifestantes cantavam "A Marselhesa", o hino nacional francês, e gritavam "Charlie, liberdade!" e "Viva a França!".

Medidas antiterroristas

Cameron, Merkel e Netanyahu, entre outros dirigentes, se reuniram com Hollande no palácio presidencial do Eliseu, antes de participar da manifestação, e discutiram rapidamente a crise na Ucrânia.

Também antes da manifestação, os ministros do Interior de 12 países europeus e o secretário americano da Justiça, Eric Holder, acertaram reforçar a luta contra o terrorismo e marcaram uma reunião com este objetivo para o dia 18 de fevereiro, nos Estados Unidos.

Um rigoroso dispositivo de segurança foi mobilizado, com 5.500 policiais e militares deslocados na capital e arredores.

  • 1
  • 2
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • Aleteia é publicada diariamente em sete idiomas: inglês, francês,  italiano, espanhol, português, polonês e esloveno
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
1
SANDRA SABATTINI
Francisco Vêneto
Primeira noiva em processo de canonização na história foi beatifi...
2
EUCHARIST
Reportagem local
O que fazer se a hóstia cair no chão durante a Missa?
3
Papa Francisco
Francisco Vêneto
Papa Francisco: “Tenho medo dos diabos educados”
4
Pe. Jonas Magno de Oliveira e sua mãe
Francisco Vêneto
Mãe de padre brasileiro se torna freira na mesma família religios...
5
Transplante de rins
Francisco Vêneto
Transplante de rim de porco em humanos: a Igreja tem alguma objeç...
6
As irmãs biológicas que se tornaram freiras no instituto Iesu Communio
Francisco Vêneto
As cinco irmãs biológicas que se tornaram freiras em apenas 2 ano...
7
BENEDICT XVI
Marzena Wilkanowicz-Devoud
A arte de morrer bem, segundo Bento XVI
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia