Por que as celebridades, na fase final da sua carreira, sentem uma necessidade urgente de ser amadas?
Por que muitas celebridades, na fase final da sua carreira, sentem uma urgente, quando não dramática, necessidade de ser amadas? Seu coração e sua humanidade parecem ser iguais aos de qualquer outro ser humano, de qualquer etnia, em qualquer latitude.
Solidão de celebridade
Neste sentido, quem surpreendeu o mundo das celebridades foi Jack Nicholson: “Tenho medo de morrer sozinho”, disse o ator de 77 anos, que há pouco tempo se sentia orgulhoso por ter feito sexo com mais de duas mil mulheres.
Segundo o Huffington Post (13 de janeiro), o ator confessou que quer compartilhar sua velhice com alguma mulher, ao mesmo tempo em que percebe que suas possibilidades não são realistas. Uma história parecida à do filme “Alguém tem que ceder”, interpretado pelo ator.
No filme, o mulherengo de certa idade encontra finalmente em Diane Keaton uma companheira com quem passar os últimos anos da sua vida. Esta é uma constante em muitos dos últimos filmes interpretados por Nicholson, nos quais aparecem temas como a morte e a solidão.
Postura pró-vida
A máscara de Jocker, que tornou Nicholson famoso, parece desaparecer frente aos interrogantes últimos da vida. Não podemos esquecer que ele já havia desentoado com o conformismo do tapete vermelho quando, há pouco mais de um ano, declarou sua contrariedade com o aborto e seu “sim” à vida.
Sua mãe, de fato, o concebeu quando ainda era adolescente. E, apesar de ter recebido muitas pressões para abortar, decidiu em seu coração levar a gravidez adiante, dando à luz o pequeno Jack.
Agradecimento à vida
“Eu teria morrido, não existiria”, declarou à Vanity Fair, sublinhando que, se fosse a favor do aborto, seria apenas um hipócrita.
“Sou positivamente contra o aborto – afirmou. Não tenho direito de ter nenhum outro ponto de vista. Minha única emoção é o agradecimento pela vida.”
Amores e traições
Nicholson esteve casado apenas uma vez, com Sandra Knight, durante 6 anos (1962-1968). Com ela, teve uma filha, Jennifer, que hoje tem 52 anos. O grande amor da sua vida foi Angelica Huston, que marcou uma história de amor entre mil traições.
Hoje, para Jack, o tempo se tornou curto. E o desejo por que algo ou alguém complete sua vida cresce rapidamente.
A confissão de Jack Nicholson: “Tenho medo de morrer sozinho”
Corrado Paolucci - publicado em 15/01/15
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