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A monja tibetana que encanta o mundo com a música sacra

Ani Choying Drolma – pt

© Gerald Stiehler

Corrado Paolucci - publicado em 15/01/15

Ani Choying Drolma já trabalhou com um vencedor do Oscar, construiu escola e hospital com sua música

“Eu nunca quis ser famosa, mas graças à minha carreira, posso me comprometer com atividades sociais, que são a minha verdadeira causa”. É o que afirma ao New Delhi Ani Choying, a “monja cantora” budista que conquistou o mundo com seu talento. Ela acredita no poder sacro e espiritual da música e está convencida de que se trata de um veículo para levar a paz, o amor e a fraternidade ao mundo.

Como a Irmã Cristina?

Muitos querem compará-la à Irmã Cristina, mas esta monja de 43 anos vem do Nepal e possui outra história. Descoberta aos 13 anos por um músico americano em um templo onde fora abandonada pela família, a monja conseguiu rapidamente obter sucesso internacional com seu primeiro álbum, “Cho”. Recentemente colaborou na Índia com o compositor AR Rahman, vencedor de um Oscar pela trilha sonora do filme Slumdog Millionaire ("Quem quer ser um milionário?")

Música, dimensão espiritual

Nos últimos dez anos, a monja gravou 16 álbuns de música sacra em sânscrito e tibetano, participou de muitos festivais em todo o mundo. A música é um “componente essencial da minha dimensão espiritual e é um vínculo que me ajudou a conseguir o que eu queria”, disse em uma entrevista ao jornal The Indian Express (Avvenire, 24 de novembro).

Solidariedade

Graças aos seus shows, a monja budista construiu uma escola, a Arya School, em Kathmandu, e abriu um hospital para as doenças hepáticas. O seu próximo trabalho, com o título “Gyani Nani, Nani Sanga Ani”, será dedicado aos jovens pais e seus filhos. 

Tags:
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