Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Segunda-feira 25 Janeiro |
Conversão de São Paulo
home iconAtualidade
line break icon

Iêmen: milícia xiita e presidente fecham acordo para encerrar crise

<p>O presidente do Iêmen, Abdrabuh Hadi</p>

AFP - publicado em 22/01/15

O presidente do Iêmen, Abd Rabbo Mansour Hadi, e os milicianos xiitas, que ocuparam seu palácio, concluíram, na noite desta quarta-feira (hora local) um acordo para encerrar a crise que se instalou no país, após vários dias de violência na capital, Sanaa, noticiou a agência Saba.

Segundo o acordo de nove pontos, os milicianos vão deixar o palácio presidencial e liberar o chefe de gabinete de Hadi, sequestrado no sábado. Em troca, o projeto de Constituição, ao qual se opõem, poderá sofrer emendas, acrescentou a agência.

Nos termos do acordo, "o projeto de Constituição deve ser acordado entre todas as facções" e o Iêmen "será um Estado federal, de acordo com o resultado do diálogo nacional".

Em Washington, o secretário de Estado americano, John Kerry, disse a jornalistas que o governo iemenita vai "aceitar, se não todas, a maioria das objeções que os huthis tinham" a fim de encerrar a crise, após vários dias de violência na capital que deixaram pelo menos 35 mortos e 94 feridos.

"Os huthis rejeitaram violentamente a negativa do governo de Abd Rabo Mansur Hadi em aceitar todas as suas demandas relativas ao acordo de paz e cooperação e sua posta em prática", disse Kerry após conversar com Federica Mogherini, chefe política externa da União Europeia.

Isto levou à violência e "algumas das instituições foram afetadas e estão em problemas", acrescentou Kerry.

O chefe da diplomacia americana destacou que a poderosa milícia rebelde reconheceu Abd Rabo Mansur Hadi como presidente e que os funcionários americanos estavam esperando para celebrar outra reunião com o líder iemenita assediado.

Isto poderia "determinar, de sua perspectiva, qual é a atual situação (no Iêmen)", explicou Kerry, após ser consultado sobre a confusa sucessão de eventos na capital iemenita, onde a milícia enfrentou as forças do governo esta semana.

"A situação estava calma no Iêmen há algum tempo. Nosso pessoal está bem protegido", acrescentou.

Kerry disse, ainda, que irá à Casa Branca para discutir a crise que afetou o aliado americano, uma peça-chave no combate de Washington contra a Al-Qaeda.

Crise no Iêmen afeta aliado americano

Nos últimos dias, o agravamento da situação no país asiático, aliado dos Estados Unidos na luta contra a Al-Qaeda, preocupava cada vez mais a comunidade internacional.

Em Washington, um alto funcionário do governo tinha dito mais cedo à AFP que os Estados Unidos estavam acompanhando de perto a crise iemenita.

O presidente, Barack Obama, "está sendo informado (sobre a rebelião) por sua equipe de segurança", afirmou o funcionário.

Nesta quarta, autoridades do Pentágono também anunciaram que o exército americano estava pronto para retirar o pessoal da embaixada dos Estados Unidos, caso necessário.

Os combates pararam nesta quarta-feira na capital do Iêmen, Sanaa, onde o "golpe" dos milicianos xiitas enfraqueceu consideravelmente o presidente.

Os huthis entraram na terça-feira no complexo presidencial e cercaram a residência do premiê.

– Condenação internacional –

Após o Conselho de Segurança das Nações Unidas fazê-lo na terça-feira, os países árabes do Golfo, vizinhos do Iêmen, acusaram nesta quarta a milícia xiita Ansaruallah de dar "um golpe contra o poder legítimo" com a tomada do palácio presidencial.

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) expressaram seu apoio ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, no cargo há três anos desde a a saída, sob pressão popular, do antecessor Ali Abdallah Saleh.

Apesar do revés, Hadi se disse disposto a reunir todas as forças políticas, inclusive a milícia Ansaruallah, para encontrar uma saída pacífica para a crise. Esta reunião deve acontecer após a chegada em Sanaa do emissário da ONU para o Iêmen, Jamal Benomar, segundo uma fonte presidencial.

  • 1
  • 2
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
1
Aleteia Brasil
5 milagres que a ciência tentou, mas nunca conseguiu explicar
2
Larry Peterson
Ela se divorciou duas vezes, teve 8 filhos, virou freira e levou ...
3
FETUS
Francisco Vêneto
Abortos no mundo em 2021 já superam mortes por covid em toda a pa...
4
FAMILY PRAY
Philip Kosloski
Oração para manter as crianças longe do perigo
5
Aleteia Brasil
Na íntegra: as três partes do Segredo de Fátima - e uma interpret...
6
Daniel Neves e Nossa Senhora dos Rins
Francisco Vêneto
Nossa Senhora dos Rins e a devoção de um menino que pede a graça ...
7
Aleteia Brasil
O testemunho de São Sebastião, o soldado mártir do Império Romano
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia