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Jordânia está disposta a libertar jihadista iraquiana em troca de piloto sequestrado

<p>(27 jan) Parentes e amigos do piloto jordaniano manifestam-se em Amã por sua libertação</p>

AFP - publicado em 28/01/15

A Jordânia anunciou nesta quarta-feira que está disposta a libertar uma suicida iraquiana, o que foi exigido pelo grupo Estado Islâmico, pouco antes da expiração do ultimato dos jihadistas, que ameaçam executar um piloto jordaniano e um jornalista japonês.

"A Jordânia está disposta a libertar a prisioneira Sajida al-Rishawi se o piloto jordaniano for libertado são e salvo", declarou o porta-voz do governo, Mohammad al-Momeni, segundo a televisão jordaniana.

Em um vídeo divulgado na terça-feira, o grupo EI exigiu a libertação em um prazo de 24 horas, que venceu às 14h00 GMT (12h00 de Brasília) desta quarta-feira, da jihadista iraquiana Sajida al-Rishawi, condenada à morte na Jordânia. Caso isso não ocorra anunciou que executará o piloto Maaz al Kasasbeh e o refém japonês Kenji Goto.

"Desde o início, a posição da Jordânia foi garantir a segurança de nosso filho, o piloto Maaz al Kassasbeh", disse o porta-voz citado pela televisão.

Pouco antes, um funcionário havia desmentido que Sajida ao Rishawi tivesse sido levada da prisão visando uma libertação.

Sajida al Rishawi foi condenada à morte na Jordânia por cumplicidade nos atentados que provocaram a morte de 60 pessoas em Amã em novembro de 2005.

Fontes oficiais e militares jordanianas apontaram, por sua vez, que a mensagem do EI exige a libertação da iraquiana em troca do refém japonês, mas não menciona a soltura do piloto.

"Mas ameaça matar os dois" se Al Rishawi não for libertada, disseram as fontes.

Na manhã desta quarta-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou de vis as ameaças do EI e pediu ajuda à Jordânia para libertar Goto.

"Diante desta situação extremamente grave, o governo solicitou a cooperação da Jordânia para a libertação iminente de Goto", disse Abe.

"São ameaças completamente vis e sinto uma profunda indignação", acrescentou Abe ao término de uma breve reunião do governo.

Nesta quarta-feira, os pais dos dois reféns se dirigiram às autoridades japonesas e jordanianas pedindo que façam todo o possível para salvar a vida de seus filhos.

"Senhor primeiro-ministro, peço, salve a vida de Kenji, continue negociando com o governo da Jordânia", suplicou nesta quarta-feira em Tóquio a mãe de Goto, Junko Ishido.

"Exigimos o retorno de Maaz. Temos uma única demanda, o retorno de Maaz a qualquer preço", disse seu pai, Safi el Kasasbeh, em uma manifestação de dezenas de membros de tribos de Karak (sul), de onde o piloto é proveniente.

"Todos somos Maaz", lia-se em fotografias do refém agitadas pelos manifestantes, entre eles a mãe do piloto.

Ao condicionar a vida do segundo refém japonês à libertação da terrorista iraquiana, o EI deslocou a Amã o centro da negociação, colocando a diplomacia japonesa em uma situação delicada.

A Jordânia se encontra diante de um dilema difícil: libertar ou não a suicida Sajida al Rishawi para salvar os reféns.

O tema é complexo, já que uma eventual libertação da prisioneira iraquiana provocaria uma grande indignação entre a população japonesa, segundo um especialista.

Ultimato

As novas exigências do EI se apresentam sob a forma de uma imagem de Goto segurando a foto do piloto jordaniano, com a suposta voz do japonês formulando as ameaças de seus sequestradores.

O executivo japonês estima que o prazo imposto pelo EI terminou às 23h00 desta quarta-feira em Tóquio (12h00 de Brasília).

Goto, um jornalista independente, foi capturado provavelmente entre o fim de outubro e o início de novembro, enquanto Al-Kasasbeh foi pego em 24 de dezembro, depois de se acidentar com seu F-16 em uma região da Síria.

Em um vídeo divulgado no dia 20 de janeiro, o EI exigia do governo japonês um resgate de 200 milhões de dólares em 72 horas para libertar Goto e outro refém japonês, Haruna Yukawa. O grupo anunciou no sábado ter executado Yukawa, já que suas solicitações não foram atendidas.

Posteriormente acrescentou a reivindicação da libertação da prisioneira iraquiana.

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