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O papa Francisco depois do “caso dos coelhos”

AP Photo/Andrew Medichini
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Há motivos para o alvoroço entre os católicos?

Eu me lembro do papa João Paulo II quando se aproximava o Grande Jubileu do Ano 2000. Ele deixava em destaque o vigor e a força da fé. A grande mídia, naturalmente, escrevia artigos sobre o quanto o rebanho da Igreja era dividido e infiel e o quanto o papa, já idoso, estava frágil e fraco. E, nisto, a mídia estava absolutamente certa.

O Wall Street Journal levou em conta esse panorama ao publicar um artigo sobre quem poderia ser o próximo papa e afirmou algo muito correto: era necessário um homem com “uma personalidade capaz de conquistar a imaginação do mundo”. Na época, aquilo me pareceu muito estranho (e extremamente perigoso) como pré-requisito para o servo dos servos de Deus.

E, apesar de João Paulo II ser o grande responsável pela expectativa contemporânea de que todo papa tem que ser uma figura carismática e midiática, eu acho que ele também fez o melhor que pôde para aplicar um golpe mortal contra o culto de celebridade que se prestava ao papado.

Por que, afinal, ele continuaria aparecendo em público durante tanto tempo depois de ter se tornado um idoso frágil, inchado, curvado, que babava e sofria para balbuciar as palavras? Era a maneira dele de dizer: "Eu não sou o super-homem da Igreja; eu não tenho uma imagem cuidadosamente planejada e encenada. Eu sou apenas um padre polonês que não seria nada se não fosse pela graça de Deus".

O papa Bento XVI disse a mesma coisa ao decidir se retirar mais cedo, especialmente da forma como o fez. Ele passou a mensagem de João Batista: "Ele deve crescer; eu, diminuir".

É a personalidade de Cristo quem tem de captar a imaginação do mundo, e não a do bispo de Roma.

Voltando ao assunto inicial, sim, eu fiquei desapontado com o “caso do coelho” do papa Francisco.

Mas a “gafe” de Francisco só mostra que o papado é maior do que as sensibilidades de um único homem. É o papado que ressalta a verdade sobre a contracepção, apesar de um mundo hostil que zomba de nós por acreditarmos nessa verdade. Eu não sei se Jorge Bergoglio gosta de famílias numerosas ou não, mas sei que aquilo que o papa Francisco ensina sobre a família se baseia na Escritura e na Tradição.

Ao se dirigir às famílias numerosas cerca de um mês atrás, o Santo Padre disse: "Em um mundo muitas vezes marcado pelo egoísmo, a presença de famílias numerosas é uma esperança para a sociedade".

Se, depois do “caso dos coelhos”, você acha que a imagem de Francisco sofreu um baque, paciência. O fato é que, através dele, Jesus Cristo ainda reina.

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