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A mulher que se negou a abortar em 3 gravidezes complicadas

© Pete Baklinski, de LifeSiteNews

Aleteia Vaticano - publicado em 30/01/15

1ª gravidez: estuprada; 2ª gravidez: abandonada; 3ª gravidez: quimioterapia e risco de má-formação. Mas ela escolheu a vida.

No último dia 22 de janeiro, 15 mil jovens católicos se reuniram no grande estádio Verizon de Washington para o encontro juvenil (YouthRallyAndMassForLife.org) prévio à Marcha pela Vida, realizada todos os anos na capital norte-americana.

Um sacerdote jovem, de 28 anos, Pe. Mario Majano, da diocese anfitriã, compartilhou um testemunho que o havia marcado profundamente.

Ele explicou que o heroísmo não é ter poderes, como ele imaginava quando era criança, ao ler histórias em quadrinhos de super-heróis, mas "o verdadeiro herói é aquele que não permite que nada, nem grande nem pequeno, o impeça de defender o que sabe que é bom, defender o pequeno, o que vem de Deus".

O testemunho que o impressionou foi o de uma mulher.

Primeira gravidez: estuprada

Quando ainda era estudante, esta jovem foi estuprada e ficou grávida. Sua família a ignorou. Uma amiga tentou convencê-la a abortar: "É uma situação impossível para você, faça o que é mais prático, aborte", disse-lhe.

Mas ela respondeu: "Eu não poderia enfrentar o resto da minha vida sabendo que tirei a vida de alguém". E optou por ter a criança.

Segunda gravidez: abandonada

Alguns anos depois, ela ficou grávida outra vez, agora de um homem a quem amava. Mas ele não queria se comprometer em um casamento e a abandonou. Além disso, ela buscava um título acadêmico e ter um segundo filho a impediria de obtê-lo. Sua família a pressionou para abortar, porque "ela não poderia criar dois filhos sem pai". Inclusive se ofereceram para pagar todos os custos do aborto.

"Não importa quão bem intencionada seja esta oferta, não sei como vou lidar com isso, mas… não". Ela disse "não" ao aborto e "sim" à vida.

Terceira gravidez: quimioterapia e risco de má-formação

Passaram-se 13 anos. Agora, esta mulher estava finalmente casada, mas foi diagnosticada com câncer e começou a receber um intenso tratamento químico. E ficou grávida. Os médicos lhe disseram que deveria abortar, pois, sem dúvida, a criança "não teria nenhuma chance de nascer normal".

"Normal ou não, abortar é algo que não posso nem quero fazer", disse ela.

O padre que contou a história concluiu: "Este tipo de heroísmo não costuma ser elogiado pela sociedade, mas por nós sim. A esta mulher, pelos seus esforços corajosos, por estar sempre firme, por centrar sua vida no amor, eu simplesmente digo: Obrigado, mãe, muito obrigado!".

A emoção tomou conta do estádio Verizon, enquanto 15 mil jovens, numerosos bispos, cardeais e até o núncio do Papa nos Estados Unidos se levantavam para aplaudir a mãe do jovem sacerdote, Rosa, de 53 anos, que estava presente lá e chorava, emocionada, como muitos dos participantes do evento.

Rosa tem hoje 4 filhas e 1 filho – que é o sacerdote. "Ele foi meu título acadêmico", disse ela. "Nunca imaginei que ele chegaria a ser padre, mas isso me mostra claramente que Deus o escolheu no meu útero", comentou. O Pe. Mario foi o protagonista da segunda história.

"Deus nunca a deixará sozinha"

Rosa deixou sua mensagem a todas as mulheres que se encontram em situações semelhantes: "Não se renda, Deus tem um plano, sempre. Deus nunca a deixará sozinha".

O Pe. Mario está convencido de que o exemplo da sua mãe, sua firmeza, é uma das origens da sua vocação.

Além disso, ela sempre ia à igreja em busca de ajuda e a encontrou. "Com seu exemplo, ela nos mostrou que Deus era essencial em nossas vidas, não importa em que circunstâncias. Isso foi uma boa base na minha vida para depois receber o chamado de Deus", disse ele.

(Com informações de Religión en Libertad)

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