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Ucrânia, Irã e jihadismo serão temas da Conferência de Segurança em Munique

AFP

<p>A chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi se cumprimentam durante coletiva de imprensa em Berlim, no dia 6 de fevereiro de 2015</p>

AFP - publicado em 06/02/15

Líderes americanos, russos, europeus e do Oriente Médio vão se concentrar nas grandes crises que perturbam a ordem do mundo, da Ucrânia ao desafio do jihadismo, durante a conferência anual sobre a segurança de Munique, que começa nesta sexta-feira e dura até domingo.

Vinte chefes de Estado e de Governo são esperados para participar do encontro, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, além de sessenta ministros das Relações Exteriores e da Defesa, na capital da Baviera, que terá um forte esquema de segurança, com 3.000 policiais mobilizados.

O conflito no leste da Ucrânia, que endossou um retorno à Guerra Fria, será o centro das atenções, com uma série de reuniões bilaterais previstas, em particular entre o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko e o vice-presidente americano Joe Biden, e a presença esperada dos chefes da diplomacia russa, Sergei Lavrov, e americana, John Kerry.

A ofensiva separatista pró-russa, com o apoio de homens e armas vindos da Rússia, bem como as esperanças de Kiev de receber rapidamente armas americanas, alimentam as preocupações.

A Ucrânia espera esclarecimentos sobre o assunto, após a visita na quinta-feira a Kiev de John Kerry e o encontro entre Poroshenko e Biden nesta sexta em Munique, declarou à AFP uma fonte diplomática ucraniana.

Sem dúvida, o possível fornecimento de armas americanas à Ucrânia inflamam um pouco mais as relações entre Moscou e o Ocidente, que tenta, sem sucesso, impedir o envolvimento de Vladimir Putin com sanções econômicas.

"Enviar armas só alimentaria um pouco mais o conflito e tornaria mais provável uma intervenção ocidental, assim como nos Bálcãs (…) O risco de entrarmos em uma guerra contra a Rússia é real", adverte Fiona Hill, diretora do Brookings Center sobre os Estados Unidos e a Europa em Washington.

Diplomacia e defesa

A chanceler Angela Merkel, que tenta há um ano frear a crise ucraniana sem sucesso tangível até o momento, deve, mais uma vez, defender a opção do cessar-fogo, que afunda a cada dia ao passo que aumenta as mortes (5.000 desde o início do conflito).

As negociações sobre a questão nuclear iraniana, a situação na Síria e no Iraque, onde uma coalizão de países liderados pelos Estados Unidos tenta enfraquecer o grupo Estado Islâmico através de uma campanha de ataques aéreos, e a importação da jihad à Europa, materializada pelos ataques recentes em Paris, também serão temas importantes a serem discutidos.

A sequência de grandes crises em 2014 e a incapacidade da comunidade internacional de lidar com tais problemas se traduz em "um colapso da ordem mundial", ressalta o diplomata alemão e organizador da conferência, Wolfgang Ischinger.

"Neste vácuo, cada um testa o quão longe pode ir: Putin na Ucrânia, a China contra o Japão, o Irã sobre a energia nuclear, os jihadistas com os horrores que cometem", disse ele, lamentando a impotência do Conselho de Segurança da ONU.

O chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif, esperado em Munique, poderia encontrar-se com os seus colegas do Grupo 5+1, em uma tentativa de desbloquear as discussões sobre o programa nuclear da República Islâmica, suspeita de ocultar intensões militares.

"Nós ainda estamos de pé. Os iranianos não parecem muito determinados a se mover. Eles estão prontos para fazer gestos simbólicos em troca do levantamento das sanções, mas este não deve ser o espírito, queremos obter gestos muito significativos", declarou uma fonte ocidental próxima às negociações.

Angela Merkel também pode aproveitar esta oportunidade para mostrar como a Alemanha, gigante econômico, aspira se envolver mais ativamente no cenário internacional, depois de décadas de "low profile" pós-nazismo.

No entanto, ela deve lidar com uma opinião profundamente pacifista e resistente a um papel maior de Berlim, especialmente militar, na resolução de conflitos.

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