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Presidente egípcio se apresenta como aliado-chave dos ocidentais contra o EI

<p>(Janeiro) O presidente egípcio conversa com a chanceler alemã, Angela Merkel, no Fórum Econômico Mundial</p>

AFP - publicado em 18/02/15

Com o bombardeio de alvos do grupo Estado Islâmico na Líbia, o presidente egípcio, Fatah al-Sissi, apresenta-se como um aliado-chave do Ocidente na luta contra os jihadistas e ofusca a implacável repressão que seu país exerce, afirmam especialistas.

Al Sissi surpreendeu ao enviar aviões de combate para atacar posições do braço líbio do EI poucas horas após o anúncio de decapitação de 21 cristãos coptas egípcios.

Com esta rápida reação, "a importância de al Sissi vai aumentar no Ocidente", antecipa Mustafá Kamel al Sayid, professor de ciências políticas na Universidade do Egito.

Além disso, o "rais" se colocou nesta terça-feira na primeira linha do "combate contra o terrorismo", ao pedir ao Conselho de Segurança da ONU para adotar uma resolução para autorizar uma intervenção militar internacional na Líbia.

"Não há outra opção", caso contrário o país vai se transformar em um "viveiro" dos jihadistas, o que ameaçará também "a bacia mediterrânea e a Europa", previu.

"Egito e al Sissi aparecem agora como aliados-chave do Ocidente na luta contra o EI", destaca Zack Gold, um especialista do Instituto de Estudos de Segurança Nacional, com sede em Tel Aviv.

Após ter ignorado durante um tempo al Sissi, que em julho de 2013 depôs o presidente islamita eleito democraticamente Mohamed Mursi e reprimiu as manifestações de seus partidários, as capitais ocidentais tiveram que admitir que não podiam isolar o mais populoso e mais bem armado dos países árabes quando o EI ganha terreno na região.

Washington retomou, no começo de 2014, sua ajuda financeira ao Egito, essencialmente destinada às forças armadas. França e Itália, entre outros países, receberam com grande pompa ao homem que as organizações de defesa dos direitos humanos consideram agora o chefe de um dos regimes mais repressivos do mundo.

Na segunda-feira, ao vender ao Egito seus primeiros aviões de combate Rafale, a França assumiu claramente esta "realpolitik" quando o ministro da Defesa declarou que al Sissi tinha sido "eleito democraticamente".

É certo que o marechal reformado ganhou com grande facilidade as eleições presidenciais de 2014, mas depois de ter eliminado qualquer tipo de oposição política, islamita, laica e liberal.

Melhor disposição de Washington

Mas a intervenção na Líbia abre uma nova frente para o exército egípcio, que já tem problemas para contrabalançar em seu território jihadistas afiliados ao EI que praticam atentados espetaculares contra as forças de ordem, segundo eles, em represália à sangrenta repressão dos partidários de Mursi.

Para os especialistas, a campanha líbia permite a al Sissi relegar ao segundo plano, ou inclusive justificar, esta repressão que matou mais de 1.400 manifestantes islamitas e levou à prisão pelo menos 15.000 partidários de Mursi.

"As críticas sobre seu balanço no campo dos direitos humanos e das liberdades civis correm o risco de passar a um lugar secundário", avalia H.A. Hellyer, da Brookings Institution, um centro de estudos de Washington.

O governo al Sissi considera a Irmandade Muçulmana uma "organização terrorista" e a acusa de estar por trás dos atentados que dizimam as forças de ordem.

No entanto, a Irmandade Muçulmana, que venceu todas as eleições desde a queda de Mubarak, em 2011, condenam estes atentados reivindicados pelos jihadistas de Ansar Beit al Maqdis, afiliado ao EI.

"Embora tenha diversificado seus aliados com contatos com Rússia, China e França, a operação na Líbia ajudará a levantar definitivamente as sanções americanas impostas ao Egito com a interrupção da ajuda militar", disse Kamel al Sayid.

Porque, segundo Gold, "os Estados Unidos estarão agora mais dispostos a aceitar a posição do Egito de que sua transição [democrática] será lenta".

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