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"Birdman" é o grande vencedor do Oscar e consagra Iñárritu

<p>O diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu saiu da cerimônia do Oscar com três estatuetas por "Birdman" (filme, diretor e roteiro)</p>

AFP - publicado em 23/02/15

O filme "Birdman", do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, foi o grande vencedor da 87a edição do Oscar, com quatro prêmios, incluindo as estatuetas de melhor filme e diretor.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas também premiou o filme do diretor mexicano nas categorias de melhor fotografia e roteiro original.

"Birdman", um filme que é uma reflexão sobre o e ego as frustrações no mundo artístico, conquistou o coração da indústria de Hollywood.

Iñárritu, que seguiu os passos do compatriota Alfonso Cuarón, vencedor do Oscar de melhor diretor ano passado por "Gravidade", saiu do teatro Dolby consagrado, com as estatuetas de filme, diretor e roteiro original, prêmio dividido com Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris e Armando Bo.

"A arte verdadeira, a expressão individual verdadeira como o trabalho incrível dos diretores indicados não pode ser comparada, não pode ser etiquetada e não pode ser vencida", disse o cineasta de 51 anos ao receber o prêmio de diretor.

"O Grande Hotel Budapeste" também saiu da cerimônia com quatro prêmios, todos técnicos (Figurino, Maquiagem e Penteados, Design de Produção e Trilha Sonora). Whiplash venceu em três categorias (ator coadjuvante, mixagem de som e montagem).

Os prêmios de interpretação não apresentaram surpresas, com as vitórias do ator britânico Eddie Redmayne e da atriz americana Julianne Moore por seus papeis em "A Teoria de Tudo" e "Para Sempre Alice", respectivamente.

Redmayne, 31 anos, foi premiado por sua performance como o astrofísico Stephen Hawking, portador de uma doença degenerativa, em "A Teoria de Tudo". Juliane Moore venceu o Oscar por sua interpretação de uma mulher que tenta lutar contra o diagnóstico de Alzheimer precoce em "Para Sempre Alice".

"Muitas pessoas que têm esta doença se sentem isoladas e marginalizadas. Uma das coisas maravilhosas dos filmes é que nos fazem sentir que somos vistos e não estamos sozinhos", disse a atriz de 54 anos.

Entre os coadjuvantes, os favoritos da temporada de prêmios também foram os vencedores.

J.K. Simmons levou a estatueta na categoria ator coadjuvante por seu papel em "Whiplash", um professor de música sádico que leva os alunos ao limite. No discurso de agradecimento, o ator fez uma homenagem à mulher, Michelle Schumacher.

Patricia Arquette venceu na categoria atriz coadjuvante pelo papel de Olivia Evans, a mãe divorciada do garoto Mason Jr. em "Boyhood", no único prêmio que o filme recebeu no Oscar, apesar das seis indicações para o longa-metragem rodado em 12 anos pelo diretor Richard Linklater.

A atriz, a primeira integrante de uma família de três gerações de artistas a receber a estatueta dourada, aproveitou o discurso para defender direitos iguais para as mulheres nos Estados Unidos.

Na disputada categoria de filme em língua estrangeira, o prêmio ficou com o polonês "Ida", do diretor Pawel Pawlikowski. O filme, em preto e branco e que conta a história de uma jovem judia que teve os pais assassinados e cresceu em um convento na Polônia comunista, superou o russo "Leviatã", o estoniano "Tangerines", "Timbuktu" (Mauritânia) e o argentino "Relatos Selvagens".

A Disney venceu pela segunda vez consecutiva na categoria filme de animação, com "Operação Big Hero" (Frozen foi o vencedor em 2014).

O representante brasileiro na cerimônia, o documentário "O Sal da Terra", sobre o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado, codirigido por seu filho Juliano Ribeiro Salgado e pelo cineasta alemão Wim Wenders, foi derrotado por "Citizenfour", longa-metragem sobre Edward Snowden, ex-analista de inteligência da NSA que revelou um grande programa de vigilância coordenado pelo governo americano e que atualmente vive exilado na Rússia.

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