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Eu vejo mortos-vivos. Em toda parte.

Ian-Aberle-CC

Emily Stimpson - publicado em 13/03/15

Mas a teologia do corpo pode nos salvar do apocalipse zumbi

O apocalipse zumbi não está à nossa espera num distante futuro distópico. Ele já está acontecendo. Nós vivemos no meio dele.

Você duvida? Assista a um ou dois episódios da série de televisão “The Walking Dead”.

Para quem não a conhece, a série norte-americana conta a história de uma catástrofe em que, por causas desconhecidas, grande parte da humanidade se tornou zumbi. Eles não estão nem vivos nem totalmente mortos. Eles andam. Eles comem. Eles gravitam em torno uns dos outros, movendo-se em bandos. Mas eles não se sentem. Eles não se lembram. Eles não sabem quem são nem veem a beleza do mundo ao seu redor. Para eles, todos os seres vivos, sejam pessoas, sejam animais, não são nada além de comida.

O foco da série, porém, não são os mortos-vivos. É uma série sobre a vida. É uma história sobre a busca não só de sobrevivência, mas, mais importante ainda, de preservação da própria humanidade num mundo enlouquecido.

Parece familiar?

É verdade que os mortos-vivos do mundo real têm menos sangue cenográfico em suas roupas do que os zumbis do mundo apocalíptico retratado na série. Mas o mundo da série e o mundo real são fundamentalmente o mesmo mundo.

Veja os noticiários. Navegue pelo Facebook. Você verá mortos-vivos em todos os lugares para onde olhar. São homens e mulheres zanzando pela existência, mortos por dentro, em pecado mortal, distantes de Deus, com feridas e chagas abertas na alma.

Em nossa cultura, os mortos-vivos são uma legião. Eles vivem na escuridão, de costas para o amor e para a verdade, com Deus expulso da sua alma. São mortos espiritualmente, embora seus corpos sobrevivam. Como os zumbis da televisão, eles não sabem quem são. Não conhecem a sua dignidade e beleza. Definham de fome e sede, em busca de alguma saciedade indescritível. Entregam seus corpos das formas erradas, nos momentos errados, para as pessoas erradas. Veneram a juventude e têm pavor da idade.

Não sabem se foram criados, nem sabem o que significa viver uma vida plenamente humana. Não veem sentido nem propósito na criação. Não ouvem os céus que proclamam a glória de Deus. Procuram significado nas coisas, embora duvidem da existência de alguma verdade: procuram-no em carros, no dinheiro, no sexo, na comida, na bebida. Buscam o prazer sem importar o custo e evitam o sofrimento sem importar a recompensa. Seus instintos são seus deuses e o consumismo é o seu culto.

Os nossos mortos-vivos também não conseguem ver a dignidade das pessoas ao seu redor. Eles as vêem como objetos a ser usados ​​– para o prazer, para a satisfação sexual, para algum tipo qualquer de ganho – ou, pior ainda, como inconvenientes dos quais se livrar. À sua maneira, através da fofoca, da traição, da indiferença, eles também canibalizam o próximo.

A luta perpétua de cada um de nós, assim como a dos protagonistas de “The Walking Dead”, é para não nos juntarmos a eles. É para manter a nossa humanidade num mundo cada vez mais desumano. É para manter a vida de Deus em nossas almas, tratando os feridos com misericórdia e compaixão, esperando e construindo, no meio do caos cultural, um mundo melhor.

O nosso apocalipse zumbi, no entanto, é muito mais fácil de combater do que o da série de televisão.

Na série, a única maneira de lidar com os mortos-vivos é cravar uma faca em seu crânio. Aqui, os mortos-vivos podem ser curados. Eles podem ser ressuscitados para a vida através da graça dos sacramentos. E a graça é abundante aqui na terra: ela está em cada igreja católica, em cada confessionário, em cada Eucaristia.

Além disso, temos a teologia do corpo, que é, ao mesmo tempo, um antídoto e uma vacina contra o apocalipse zumbi. Proposta à Igreja por João Paulo II no final da década de 1970, a teologia do corpo não é uma teologia do sexo. Ela nos proporciona, sim, muitos lampejos sobre a sexualidade humana e o amor conjugal, mas isto é apenas uma parte da teologia do corpo.

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qualidade de vidaSentido da vida
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