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Conflito na Síria completa 4 anos com balanço humanitário dramático

<p>Voluntários retiram ferido após ataque aéreo na cidade de Duma</p>

AFP - publicado em 16/03/15

A guerra na Síria completou neste domingo quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático, um regime cada vez mais apegado ao poder e uma comunidade internacional preocupada, especialmente, com as atrocidades do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

As organizações internacionais condenaram durante a semana o "fracasso" dos governos de todo o mundo para encontrar uma solução à guerra, que segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) provocou mais de 215.000 mortes, em uma estimativa conservadora.

Além disso, a batalha forçou metade da população síria a abandonar suas casas.

A imagem das manifestações pacíficas iniciadas em 15 de março de 2011 desapareceu há muito tempo.

A revolta popular contra o regime ganhou um caráter militar ante a repressão do governo até virar uma guerra civil complexa, na qual se enfrentam tropas leais ao regime, vários grupos rebeldes, forças curdas e organizações jihadistas.

A diplomacia está bloqueada, após duas séries de negociações em vão entre o regime e a oposição. Dois enviados especiais jogaram a toalha e um terceiro tentou obter a aplicação, sem sucesso, de uma suspensão dos combates em Aleppo.

Neste domingo, pelo menos 26 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em ataques aéreos do regime sírio perto de Damasco.

Os ataques aconteceram na cidade de Duma, ao nordeste da capital.

O OSDH afirmou que os aviões do governo executaram quatro ataques em Duma e que entre os feridos estão mulheres e crianças. A ONG advertiu que o balanço de mortos pode aumentar porque há feridos em estado grave.

Duma fica em Guta Oriental, reduto opositor e alvo de grandes ataques aéreos do governo há vários meses, enquanto os rebeldes disparam mísseis a partir desta cidade contra Damasco.

Mudança perigosa

A incapacidade da comunidade internacional para acabar com a violência alimenta o sentimento de amargura e abandono dos sírios, que enfrentam, segundo a ONU, "a situação mais importante de emergência humanitária de nossa era".

Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) advertiu para a "mudança perigosa" na crise, já que dois milhões de sírios com menos de 18 anos podem virar uma "geração perdida".

No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza.

Os combates destruíram as infraestruturas e, com isto, provocaram uma grande escassez de energia elétrica, água e alimentos, especialmente nas zonas cercadas pelo exército.

As organizações de defesa dos direitos humanos investigaram as atrocidades cometidas pelo regime sírio de Bashar al-Assad.

Mais de 13.000 sírios morreram torturados nas prisões desde o início da revolta popular e outras dezenas de milhares continuam nas penitenciárias do governo, embora muitos deles sejam citados como desaparecidos.

O OSDH anunciou neste domingo um balanço devastador do conflito.

"Contabilizamos 215.518 mortos em quatro anos de guerra, incluindo 66.109 civis", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, que dispõe de uma ampla rede de fontes na Síria.

Entre as vítimas civis, 10.808 eram crianças.

Mais de 5.000 pessoas morreram no país desde fevereiro, segundo Rahman.

O balanço, destacou Abdel Rahman, "é certamente superior aos 215.000 mortos contabilizados, pelo grande número de desaparecidos com paradeiro ignorado".

Ele também disse que é necessário acrescentar as 20.000 pessoas que estão nas prisões do regime e são consideradas desaparecidas.

Também são ignorados os destinos de milhares de civis e combatentes que foram sequestrados.

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