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Conflito na Síria completa 4 anos com balanço humanitário dramático

<p>Voluntários retiram ferido após ataque aéreo na cidade de Duma</p>

AFP - publicado em 16/03/15

"O número supera 215.000 mortos, enquanto a comunidade internacional permanece em silêncio e nenhum tribunal internacional pune estes crimes", denuncia Rami Abdel Rahman.

"A impunidade estimula o assassino a continuar com seus crimes", completou.

"O povo sírio se levantou em março de 2011 para conquistar um Estado de direito e a liberdade, e não para passar da opressão da ditadura à opressão do grupo Estado Islâmico", concluiu.

Assad apegado ao poder

Apesar da indignação internacional com o número de vítimas e o suposto uso de armas químicas pelo regime em meados de 2013, Bashar al-Assad continua fixado ao poder, ainda mais quando suas forças consolidam a presença na periferia de Damasco e Aleppo em detrimento da rebelião.

Diante dos rebeldes, o exército destaca sua superioridade militar, reforçada com combatentes estrangeiros, como os do Hezbollah libanês. Apesar das provas apresentadas por ONGs, Assad nega o uso de barris de explosivos.

Os países ocidentais, que exigiam a saída de Assad em 2011, se tornaram menos veementes após o surgimento do grupo Estado Islâmico, considerado atualmente a organização terrorista mais perigosa e melhor financiada do mundo. O secretário de Estado americano, John Kerry, destacou recentemente que a prioridade de Washington é vencer os jihadistas.

Mas neste domingo Kerry admitiu que o governo dos Estados Unidos terá que negociar com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, para acabar com a guerra civil neste país.

"Ao final teremos que negociar. Sempre estivemos dispostos a negociar dentro do processo (de paz) de Genebra I", disse Kerry em uma entrevista exibida pelo canal CBS.

Ele destacou que Washington trabalha sem descanso para "reativar" os esforços para encontrar uma solução política para acabar com a guerra.

O governo americano liderou os esforços internacionais para iniciar os diálogos de paz entre Assad e uma fragmentada oposição síria, aproximando as partes pela primeira vez em uma reunião em Genebra no ano passado.

Mas após duas séries de debates, as negociações afundaram sem a programação de novos encontros, enquanto aumenta o número de mortes no conflito.

"Assad não queria negociar", disse Kerry à CBS.

"Mas se estiver preparado para iniciar uma negociação séria sobre a implementação de Genebra I, com certeza (…) e o que estamos tentando obter é que venha e faça isto", respondeu ao ser questionado se negociaria com Assad.

Poucas esperanças de paz

Desde meados de 2014, Washington lidera uma coalizão internacional contra o EI no Iraque e na Síria, onde os jihadistas proclamaram um califado nos territórios sob seu controle.

Os bombardeios aéreos permitiram às forças curdas expulsar os jihadistas de algumas áreas ao norte da Síria, mas o EI mantém sua força, como demonstram os vídeos divulgados de decapitações de civis, jornalistas e voluntários.

O grupo extremista sunita atrai milhares de combatentes estrangeiros, incluindo muitos ocidentais, o que aumenta o temor de possíveis ataques jihadistas após o retorno a seus países de origem.

As esperanças de paz na Síria são cada vez menores, mas uma nova rodada de negociações, com resultado incerto, está prevista para abril, em Moscou, entre enviados de Damasco e uma delegação da oposição.

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