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Quais são as regras que um fotógrafo deve respeitar dentro da igreja?

© Flickr/Romain Ballez/Creative Commons

Gelsomino Del Guercio - publicado em 18/03/15

Se eles respeitam regras ao fotografar eventos com presidentes, artistas e grandes personalidades, muito mais com o Rei dos Reis

Um leitor da Aleteia pergunta: como se comportar na igreja ao fotografar ou filmar eventos durante uma celebração? Há normas particulares a serem respeitadas?

Enrico Finotti, liturgista e coordenador da revista italiana "Liturgia Culmen et Fons", explica que é preciso levar em consideração especialmente três aspectos:

1. Sentido do sagrado

Seja ou não católico praticamente, para realizar de forma correta o serviço fotográfico (ou vídeo) em uma celebração litúrgica, é preciso ter o sentido do sagrado. Já quem é católico de verdade deve ter um mínimo de consciência de que, nas celebrações litúrgicas da Igreja, o Senhor está presente.

Estar em uma igreja não é a mesma coisa que estar em uma praça ou em outro lugar da vida cotidiana. O católico bem formado sentirá um impulso ao silêncio e à veneração, e cada um dos seus gestos será inspirado por tais sentimentos.

Mas também quem não é católico, se tiver senso de educação e respeito pelos outros, compreenderá com facilidade que é oportuno ter uma delicada atenção nos lugares de culto, onde seus semelhantes se encontram com o sobrenatural e exercem seu dever perante Deus segundo o que dita sua religião.

Este sentido do sagrado, portanto, ainda que seja específico para o cristão, deve estar presente em toda pessoa de boa vontade inspirada pelos princípios do respeito às convicções religiosas de cada um.

2. Conhecimento dos ritos

O fotógrafo, repórter etc., se verdadeiramente quiserem fazer um serviço profissional, não podem contentar-se com sua preparação técnica, mas também identificar a estrutura geral da celebração, seus momentos mais importantes e os passos do evento que quer fotografar ou filmar.

É comum observar em álbuns de casamento, crisma, primeira comunhão etc., uma desconcertante marginalização das coisas mais importantes e a ausência dos momentos centrais e mais significativos do evento celebrado.

Além disso, o conhecimento da celebração ritual proporciona as melhores indicações para não atrapalhar indevidamente sequências fortemente marcadas pela oração contemplativa e, portanto, não suscetíveis de distrações incômodas.

3. Regras práticas

Estabelecidos os princípios gerais, é possível recordar algumas normas básicas de intervenção:

Os lugares celebrativos: altar, sacrário, ambão e sede, com toda a área do presbitério, que os rodeia a protege, não deveriam ter jamais a presença de operadores midiáticos (fotógrafos, camera man etc.). Os profissionais não podem subir as escadas do altar nem se aproximar dele, nem permanecer perto do sacrário, nem aceder ao ambão, nem à sede presidencial..

As partes mais sagradas do rito: a Oração Eucarística (Cânon) com a consagração e elevação; a distribuição da comunhão; a proclamação do Evangelho e das leituras deveriam poder ser feitas com o máximo da sacralidade e em um clima de oração e escuta atenta de Deus, que primeiramente fala ao seu povo e depois se imola por ele e se entrega em alimento de vida eterna. É evidente que a capacidade e a perícia de um fotógrafo se manifestam precisamente nesses momentos singulares, ao tirar fotos sem ser percebido.

Um serviço lateral e escondido: é mais fácil colocar uma câmera de vídeo em lugares fixos, porém, mais difícil o serviço fotográfico, tanto pelos flashes como pelo necessário deslocamento em pontos diversos.

Finotti conclui sua explicação recordando que este serviço pode ser uma ocasião formidável para dar um testemunho de fé aos próprios clientes. De fato, um fotógrafo com uma fé autêntica pode se tornar um catequista singular.

Mais ainda: seu trabalho o coloca em uma situação propícia para levar a cabo um eficaz apostolado litúrgico: quase como um mistagogo, ele pode levar seus clientes (com seu comportamento, duas decisões e seus conselhos, dados com cortesia e competência) ao sentido de uma celebração litúrgica autêntica e participante.

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