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Um dos pilotos do avião da Germanwings estava fora da cabine

<p>A chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande e o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy prestam homenagem às vítimas do acidente com o AirBus A320, da Germanwings, em Seyne-les-Alpes, no dia 25 de março de 2015</p>

AFP - publicado em 26/03/15

Após o início de um voo aparentemente normal, um dos pilotos do Airbus A320 da Germanwings que caiu nos Alpes franceses saiu da cabine e não pôde regressar, revelam as gravações da caixa-preta, segundo uma fonte ligada à investigação.

"No início do voo, é possível ouvir a tripulação falando normalmente, então se escuta o ruído de uma cadeira se movendo e a porta abrindo e fechando. Depois há ruídos que indicam alguém chamando na porta e não há mais diálogo a partir deste momento até a queda", disse a fonte, que teve acesso à caixa-preta, confirmando uma informação do jornal New York Times.

No final da gravação, ouve-se os alarmes que indicam a aproximação com a montanha, revelou a mesma fonte, acrescentando que não se sabe se foi o comandante ou o copiloto que saiu da cabine.

Outra fonte ligada ao caso disse à AFP que o copiloto havia entrado "recentemente para a companhia, no final de 2013" e tinha apenas "algumas centenas de horas de voo".

Após o acidente, a Germanwings informou que o comandante do avião era muito experiente, com mais de 6 mil horas de voo.

Na gravação, os dois conversam em alemão, mas a fonte não soube informar a nacionalidade do copiloto.

Segundo a companhia alemã Lufthansa, proprietária da Germanwings, "o avião estava tecnicamente em perfeito estado e os dois pilotos eram experientes".

As informações procedem das gravações de áudio contidas na caixa-preta encontrada – a cockpit voice recorder (CVR) – na terça-feira, pouco depois da catástrofe, e cujo conteúdo foi apurado nesta quarta.

O "envólucro" da segunda caixa-preta foi encontrado, mas "não a caixa-preta em si", informou mais cedo o presidente francês, François Hollande, que sobrevoou o local do acidente com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Familiares visitam local da tragédia

Nesta quinta, dois aviões com familiares das vítimas partem de Barcelona rumo a Marselha. De lá, o grupo segue para os arredores do local do acidente – anunciou o presidente da Lufthansa, Carsten Spohr.

Helicópteros já começaram os primeiros voos para transportar os restos dos corpos encontrados até o momento. Segundo a Justiça francesa, a gigantesca operação de recuperação dos corpos pode durar "dias, até semanas".

Em Seyne-les-Alpes, foi montado um importante dispositivo de abrigo e apoio psicológico às famílias das vítimas, envolvendo hospedagem, alimentação, atendimento médico, entre outros.

A Interpol anunciou o envio de especialistas para auxiliar nas buscas e na investigação.

Hollande, Merkel e o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, homenagearam as vítimas da tragédia no início da tarde desta quarta-feira, em Seyne-les-Alpes, nos Alpes franceses.

Visivelmente emocionados, os três conversaram com bombeiros e militares que participam das operações de busca na zona. Depois, foram para uma capela onde, longe da imprensa, prestaram uma homenagem às 150 vítimas. Entre os mortos, há vários alemães e espanhóis.

Um momento de recolhimento também aconteceu frente à montanha, na aldeia próxima de Le Vernet, de onde se pode ver o local da catástrofe. Antes de chegar, Hollande e Merkel sobrevoaram a área da queda do avião.

Hollande prometeu "esclarecer" as circunstâncias da tragédia, enquanto Angela Merkel considerou que "é bom ver que, nessas horas tão difíceis, permanecemos juntos e unidos pela amizade".

Se fará todo o necessário para "encontrar, identificar e entregar os corpos das vítimas às famílias", prometeu o presidente francês.

"Trabalharemos juntos e investigaremos juntos, como deve ser enquanto europeus, mas, sobretudo e antes de tudo, enquanto seres humanos", ressaltou Mariano Rajoy, que escreveu "não nos esqueceremos nunca de vocês" no livro de condolências.

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