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Um batismo muito especial

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Esteban Pittaro - publicado em 29/03/15

O surpreendente caso do bebê que sobreviveu a um episódio de violência doméstica e que uniu toda a sua comunidade

"Foi o final de semana mais feliz das nossas vidas", disse sua mãe.

Mãe e filha, cujas identidades são preservadas por questões de segurança, haviam se preparado como nunca. Vítimas de violência doméstica, elas viveram, no último mês de fevereiro, na cidade argentina de General Belgrano, o batizado da menina de 18 meses com profunda alegria, como um verdadeiro renascimento.

Pouco antes de cumprir seu primeiro ano de vida, a bebê sofreu um terrível ataque do seu pai, quem, após espancá-la com uma vassoura, colocou-a na máquina de lavar roupas, porque não parava de chorar. A menina sofreu um edema pulmonar e ficou com o corpo inteiro ferido.

Seis meses depois, com seu pai preso, a bebê está se recuperando graças ao esforço da sua mãe.

Para o batizado, elas deixaram o humilde assentamento no qual moram e viajaram até o interior da cidade de Buenos Aires. Ficaram hospedadas em um hotel e tiveram um dia diferente.

Grupos de mulheres que lutam contra a violência doméstica – um mal denunciado, entre outros lugares, no Documento de Aparecida – presentearam as duas com roupas novas e fizeram todo o possível para que tivessem um dia especial. Foram recebidas com aplausos e muitos presentes.

O Batismo aconteceu na paróquia da Imaculada Conceição, na cidade de General Belgrano, situada a 160 quilômetros de Buenos Aires.

O padrinho da menina foi seu advogado, Julio César Torrada. A madrinha foi Beatriz Taddei, mãe de Wanda, uma jovem assassinada também como vítima da violência doméstica. Beatriz presenteou a bebê com um terço abençoado pelo Papa Francisco.

"Há um abismo entre o que ela era e o que é hoje. Toda vez que ela via um homem, ela se escondia, mas no dia do seu Batismo, irradiava paz e alegria. Não tirava o sorriso do rosto, estava feliz", contou sua madrinha ao jornal La Nación.

Beatriz, por meio do instituto que tem o nome da sua filha, lançou uma campanha para conseguir um terreno onde construir uma moradia para a família, que hoje vive em condições precárias.

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