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Candidato opositor avança em eleições na Nigéria, mas resultado é incerto

<p>O candidato opositor Muhamadu Buhari, em Abuja, no dia 6 de fevereiro de 2015</p>

AFP - publicado em 31/03/15

O candidato opositor na Nigéria, Muhamadu Buhari, conseguiu um importante avanço nas regiões do norte do país mais afetadas pelo grupo Boko Haram, segundo os primeiros resultados, mas a definição das eleições presidenciais celebradas no fim de semana permanecia duvidosa nesta segunda-feira.

Os nigerianos, que votaram em massa no fim de semana passado, ainda esperavam para conhecer o resultado de eleições presidenciais muito disputadas, cujos primeiros números publicados não deixam adivinhar se o vencedor será o presidente em fim de mandato, Goodluck Jonathan, ou seu principal adversário, Muhamadu Buhari, em meio a temores de que haja uma onda de violência quando os resultados definitivos forem anunciados.

A Comissão Eleitoral Independente (INEC) informou que o opositor Buhari, de 72 anos, venceu no estado de Kano, no norte do país, por mais de 1,7 milhão de votos. Este reduto é chave nas eleições mais disputadas desde o fim da ditadura, em 1999.

Em Kano, o candidato do Congresso Progressista (APC) obteve mais de 1,9 milhão de votos, enquanto o presidente em fim de mandato teve a preferência de 215.799 eleitores. Esta região do norte do país é uma das mais castigadas pelo grupo jihadista Boko Haram, cuja insurreição provocou mais de 13 mil mortos desde 2009.

Buhari, que governou a Nigéria na metade dos anos 1980 à frente de uma junta militar, garante ser "um convertido à democracia". É visto por muitos como o candidato que terá mão de ferro contra os jihadistas.

No entanto, Jonathan ainda tem possibilidades caso vença nos estados do sul, já que na Nigéria, o vencedor deve obter a maioria de votos emitidos, pelo menos 25% dos votos em dois terços dos 36 estados da federação aos quais se soma o território da capital federal, Abuja.

Toque de recolher

Teme-se que haja novos confrontos quando forem anunciados os resultados, assim como nas eleições de 2011, que deixaram cerca de mil mortos.

Os primeiros incidentes já ocorreram domingo em Port-Harcourt, capital do estado petrolífero de Rivers (sul), protagonizada por defensores de Jonathan; e o presidente da INEC, Attahiru Jega, prometeu examinar todas as queixas e pediu calma.

No entanto, os protestos continuam e as autoridades declararam toque de recolher na segunda-feira.

Em Kaduna, grande cidade do centro do país e uma das que mais sofreu com a violência dos confrontos entre grupos cristãos e muçulmanos em 2011, "tinha medo" de que se repetisse o massacre de cristãos que ocorreu há quatro anos, quando Buhari perdeu para Jonathan.

No nordeste do país, o exército lançou no domingo ataques aéreos e uma operação terrestre contra os insurgentes perto da cidade de Bachi e instaurou um toque de recolher ilimitado nesta cidade e em outros dois distritos do Estado.

O chefe do grupo jihadista, Abubakar Shekau, tinha prometido perturbar as eleições e seus combatentes lançaram vários ataques sem conseguir impedir que o povo fosse votar.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, cumprimentou os nigerianos por estas eleições e pediu para rechaçar a violência quando forem anunciados os resultados.

Interferência na contagem de votos

Cerca de 69 milhões dos 173 milhões de habitantes do país votaram para eleger, além do presidente, 109 senadores e 360 deputados do país mais populoso da África, primeiro produtor de petróleo e primeira potência econômica do continente.

Pela primeira vez, os eleitores foram identificados com leitores de digitais, o que em tese evitaria a fraude observada em eleições precedentes.

Para a União Africana (UA), "os processos de credenciamento, votação e contagem foram, no geral, muito transparentes".

Mas Washington e Londres mencionaram certa preocupação com "possíveis interferências políticas" na contagem dos votos.

À margem das negociações sobre o programa nuclear iraniano na Suíça, o secretário de Estado americano, John Kerry, e seu colega britânico, Philip Hammond, afirmaram que embora não se visse uma "manipulação sistemática do processo" eleitoral na Nigéria, existiam "indícios preocupantes de que o processo de contagem dos votos fosse sujeito de interferências políticas deliberadas".

Estes temores não têm "fundamento" e não há "nenhuma prova de interferência política", respondeu rapidamente a Comissão Eleitoral.

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