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Libertados 300 curdos sequestrados por combatentes islâmicos na Síria

Destroços de ônibus servem de barricadas para obstruir mira de atiradores de elite, em imagem feita na cidade de Alepp (Síria), no domingo, 5 de abril de 2015

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Combatentes islâmicos libertaram na noite desta segunda-feira 300 civis curdos sequestrados horas antes em um posto de controle na província de Ibleb, no noroeste da Síria, indicaram fontes curdas e uma ONG.

"As 300 pessoas a bordo de cinco ônibus e um micro-ônibus procedentes da localidade curda de Afrin foram libertadas na noite de segunda-feira, após passar o dia em poder do grupo islâmico Jeich al-Islam quando se dirigiam a Aleppo para receber seu salário", anunciou à AFP Nawaf Khalil, porta-voz na Europa do Partido da União Democrática (PYD).

"Foram libertados em troca de três combatentes islâmicos que tinham sido detidos previamente pelas forças curdas de Afrin", explicou. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) confirmou a libertação do grupo.

Os grupos islâmicos aliados aos jihadistas da Frente Al-Nosra são muito ativos na província de Idleb, onde combatem o regime de Damasco.

O sequestro foi confirmado por outro funcionário do PYD e um jornalista de Afrin, que indicou que as mulheres que estavam no ônibus foram liberadas enquanto homens e crianças ficaram em poder dos sequestradores durante o dia.

O jornalista Ali Abdel Rahman indicou que os curdos foram sequestrados em "Ad-Dana, que está sob o controle de facções islâmicas e da Frente Al-Nosra."

A Al-Nosra, o braço sírio da Al-Qaeda, assumiu o controle de Idleb, capital da província de mesmo nome, em 28 de março, com o apoio de uma coalizão de organizações rebeldes islâmicas.

Não é a primeira vez que este grupo e seus rivais do Estado Islâmico (EI) sequestram numerosos curdos ou cristãos. Em fevereiro, este último sequestrou 220 cristãos assírios.

Há quatro anos, a Síria vive uma guerra civil, que se tornou muito complexa com a ascensão de grupos jihadistas que combatem tanto as forças do regime quanto os rebeldes moderados.

Por outro lado, na província de Hama, sete pessoas morreram e 28 ficaram feridas em bombardeios do EI contra Salamiyé, uma localidade de população ismailita, um braço do Islã derivado do xiismo, indicou o OSDH. Em represália, o Exército respondeu bombardeando a área leste da cidade controlada pelos jihadistas do EI e da Frente Al-Nosra.

Em 31 de março, na mesma região, o EI executou pelo menos 30 pessoas, incluindo crianças, em um ataque contra Majaubé, cidade mista onde coabitam sunitas, alauitas e ismailitas.