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5 exemplos de que a revolução sexual nos “divorciou” uns dos outros

J.K. Califf CC

Rickard Newman | Abr 08, 2015

A liberdade não consiste em fazer o que bem se entende, mas em poder fazer com autonomia o melhor a ser feito

Como podemos entender o casamento e a família hoje, com tantas perspectivas contraditórias? Primeiro, temos que entender como foi que chegamos até este ponto. Quase tudo o que o casamento unia foi separado, como resultado da chamada “revolução sexual”. Vejamos 5 exemplos:

1. O sexo foi “divorciado” dos filhos

A proliferação da pílula anticoncepcional nas décadas de 1950 a 1970 espalhou a mentira de que o sexo pode ser praticado só por prazer e sem quaisquer consequências indesejadas – como filhos, por exemplo. São João Paulo II observou na Evangelium Vitae, porém, que o perigo da contracepção é que ela coloca a satisfação pessoal no centro do sentido da vida e promove um conceito egocêntrico de liberdade: uma liberdade divorciada da verdade.

A liberdade não consiste em fazer o que bem se entende, mas em poder fazer com autonomia o melhor a ser feito. Esta é a diferença entre uma suposta liberdade que nos torna escravos dos instintos e caprichos e a liberdade que nos desata deles através da disciplina e do autodomínio. Ao fingir que o sexo é estéril, não estamos vivendo de acordo com a verdade da pessoa humana, o que nos coloca num caminho de autodestruição. A banalização do aborto e as descabeladas “explicações” para o sofisma de que um ser humano em formação não é um ser humano em formação dão exemplo disso.

2. O sexo foi “divorciado” do amor

O escritor Fulton Sheen comenta: "No sexo, o masculino adora o feminino. No amor, o homem e a mulher, juntos, adoram a Deus. O sexo procura a parte; o amor, a totalidade". Na “cultura do ficar”, o sexo é visto como apenas mais uma atividade recreativa sem nenhum significado mais profundo. Favorece essencialmente os desejos sexuais masculinos, deixando para as mulheres uma sensação maior de desconexão. Essa “cultura” tem produzido mais doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas, aumento da violência sexual e uma série de problemas emocionais e psicológicos que se tornam barreiras para o amor autêntico.

3. O amor foi “divorciado” do compromisso

O amor não é mais visto como uma ação, uma promessa e um compromisso ancorado na vontade. É baseado em uma mentalidade hedonista que o vê como uma emoção, um sentimento intangível construído na mente e apoiado por “borboletas no estômago” e pela atração física. O divórcio fez com que os casais pudessem separar-se por qualquer motivo, baseando-se erroneamente na ideia de que o casamento é um mero tipo de “romance adulto”.

4. O casamento foi “divorciado” dos filhos

Quase a metade dos primeiros filhos que nascem hoje nos Estados Unidos tem mãe solteira. Com a “normalização” das coabitações, diminui a estabilidade familiar, o que, por sua vez, leva à existência de mais famílias monoparentais. As estatísticas norte-americanas sugerem que essas famílias são mais propensas a sofrer a pobreza e que as crianças que crescem sem contar com ambos os pais são mais propensas a usar drogas, a cometer crimes, a ter filhos na adolescência e a ser presas.

5. Os filhos foram “divorciados” do sexo

O contrário da contracepção e do aborto é a ideia de que os filhos são um “direito”. Com as tecnologias reprodutivas, como a doação de óvulos e de esperma, a fertilização in vitro e a barriga de aluguel, não é mais a relação sexual que gera os bebês, e sim as clínicas de fertilização. Filhos podem ser um “empreendimento comercial”, legalmente autorizado a satisfazer desejos de adultos.

Este é o mundo em que vivemos. Os casais católicos que eu preparo para o casamento não estão imunes a esta realidade. Muitos deles já coabitam. Entre os católicos em geral, apenas 3% a 5% praticam o planejamento familiar natural.

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