Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Cadastre-se e receba Aleteia diretamente em seu email. É de graça.
Receber

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

É vergonhoso dizer que pode ter sido um erro trazer uma criança ao mundo, diz Papa

AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI
A child plays with Pope Francis' skull cap during an audience with beneficiaries and volunteers of the Santa Marta pediatric dispensary in Paul VI Audience Hall in the Vatican on December 14, 2013. AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI
Compartilhar

Francisco comentou em sua catequese como as crianças são punidas pelos erros dos adultos

O Papa Francisco afirmou hoje que é vergonhoso dizer que pode ter sido um erro trazer uma criança ao mundo.

Em sua catequese com os peregrinos na Praça de São Pedro, o Papa falou da infância, mas no contexto de uma triste realidade: a de tantas crianças que são rejeitadas, abandonadas, que veem roubadas a sua infância e o seu futuro.

“Às vezes, há quem diga que pode ter sido um erro trazer uma criança ao mundo. Trata-se de uma afirmação vergonhosa! As crianças nunca são ‘um erro’. Não joguemos sobre elas as nossas culpas. Que devemos fazer com as declarações dos direitos do homem e da infância, se depois punimos as crianças com os erros dos adultos?”

O Papa prosseguiu ressaltando que todos os adultos são responsáveis pelas crianças e cada um deve fazer o que pode para mudar a situação de quem vive marginalizado, sem educação e saúde.

Para Francisco, toda criança abandonada é um clamor que sobe a Deus e que acusa o sistema que construímos. “E, infelizmente, essas crianças são vítimas de delinquentes, que as exploram para tráficos e comércios indignos ou adestrando-as para a guerra e a violência.”

Todavia, advertiu o Pontífice, também nos países ricos muitas crianças vivem dramas que as marcam, como a crise da família, vazios educativos e condições de vida desumanas.  Muitas vezes, destacou, os filhos pagam o preço de uniões imaturas e de separações irresponsáveis; sofrem as consequências da cultura dos direitos subjetivos exasperados.

“Nenhuma criança é esquecida pelo Pai que está nos céus”, disse o Papa, recordando que Jesus sempre demonstrou um carinho especial por elas: as chamava para si e as abençoava.

Assim, a Igreja tem a obrigação de estar ao serviço das crianças e de acompanhar as suas famílias, sobretudo aquelas cujos filhos têm graves dificuldades.

“Com as crianças não se brinca!”, disse Francisco, convidando a pensar o que seria uma sociedade que decidisse uma vez por todas estabelecer o seguinte princípio: “É verdade que somos imperfeitos e cometemos muitos erros. Mas quando se trata de crianças que veem ao mundo, qualquer sacrifício dos adultos não será julgado exagerado se isso fizer com que nenhuma criança se sinta um erro ou sem valor”.

(Com Rádio Vaticano)