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Papa Francisco: a Palavra de Deus incomoda o coração dos pagãos

© Sabrina Fusco / ALETEIA
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"A verdadeira história da Igreja é a história dos santos e dos mártires: perseguidos e mortos por aqueles que acreditavam possuir ‘a verdade’. Coração corrupto, mas ‘a verdade’”

O Papa Francisco afirmou que os cristãos continuam a ser perseguidos hoje porque a Palavra de Deus incomoda o coração dos pagãos.

Em sua homilia hoje na Casa Santa Marta, o Papa comentou a passagem evangélica que mostra o julgamento de Estevão e o seu apedrejamento.

Os mártires – afirmou o Papa – não precisam de “outros pães”, o único pão é Jesus. E destacou que Estevão “não precisava negociar e assumir compromissos”.

O seu testemunho era tão forte que os seus delatores “não conseguiam resistir à sabedoria” e ao espírito “com o qual ele falava”. Assim como Jesus, também Estevão teve de enfrentar testemunhas falsas e a rebelião do povo que o julgava.

“A Palavra de Deus sempre desagrada alguns corações. A Palavra de Deus incomoda quando você tem o coração duro, o coração pagão, porque a Palavra de Deus o interpela a ir avante, buscando e matando a fome com aquele pão do qual falava Jesus. Na história da Revelação, muitos mártires foram mortos pela fidelidade à Palavra de Deus, à Verdade de Deus”.

O Papa prosseguiu observando que o martírio de Estevão é parecido com o de Jesus: morre “com aquela magnanimidade cristã do perdão, da oração pelos inimigos. Quem perseguia os profetas, assim como a Estevão – disse Francisco –, “pensava em dar glória a Deus, acreditava que com isso era fiel à Sua Doutrina”. Hoje, acrescentou, “gostaria de recordar  que a história da Igreja, a verdadeira história da Igreja é a história dos santos e dos mártires: perseguidos e mortos por aqueles que pensavam em glorificar Deus, por aqueles que acreditavam possuir ‘a verdade’. Coração corrupto, mas ‘a verdade’”.

“Nesses dias, quantos Estevãos existem no mundo! Pensemos nos nossos irmãos degolados na praia da Líbia; pensemos naquele jovem queimado vivo por seus companheiros porque era cristão; pensemos naqueles migrantes que em alto mar foram jogados por outros, porque cristãos; pensemos naqueles etíopes assassinados porque cristãos… e muitos outros. E tantos que nós nem sabemos, que sofrem nas prisões porque cristãos… Hoje a Igreja é Igreja de mártires: eles sofrem, dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus por seu testemunho”.

Francisco acrescentou que existem também “os mártires escondidos, aqueles homens e mulheres fiéis" à "voz do Espírito, que buscam novas estradas para ajudar os irmãos e amar melhor Deus e são acusados, caluniados, perseguidos por tantos Sinédrios modernos que se creem donos da verdade: tantos mártires escondidos!”. “E também tantos mártires escondidos que, por serem fiéis em sua família, sofrem pela fidelidade".

(Rádio Vaticano)