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Europa busca aval da ONU para operação contra tráfico de emigrantes

<p>Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, se dirige aos meios de comunicação ao chegar à sede do organismo para reunião extraordinária para abordar o problema da imigração, em 23 de abril de 2015 em Bruxelas</p>

AFP - publicado em 24/04/15

Os líderes da União Europeia (UE) decidiram buscar nesta quinta-feira o aval das Nações Unidas para uma operação militar contra o tráfico de pessoas a partir da Líbia, e triplicaram os fundos para as operações de resgate no Mediterrâneo.

Pressionados pela última tragédia envolvendo os emigrantes, que no domingo deixou mais de 800 mortos após um naufrágio na costa da Líbia, os líderes da UE adotaram nesta quinta-feira uma série de medidas de ação, durante uma reunião extraordinária em Bruxelas.

O chefe de governo italiano, Matteo Renzi, disse em entrevista coletiva que França e Reino Unido apresentarão uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU com o objetivo de obter seu aval para uma operação militar europeia contra o tráfico de pessoas.

A operação, que será organizada pela chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, terá por objetivo "capturar e destruir" os barcos utilizados pelos traficantes de pessoas.

O presidente francês, François Hollande, anunciou que pretende apresentar a resolução na ONU para destruir as embarcações de traficantes no mar Mediterrâneo.

"A decisão foi tomada para apresentar todas as opções para que os navios sejam apreendidos, aniquilados", declarou Hollande. "Isso só pode ser feito por meio de uma resolução do Conselho de Segurança e a França tomará a iniciativa com outros".

A Alemanha está preparada para mobilizar dois navios, a França também anunciou a disponibilidade de dois navios, a Grã-Bretanha ofereceu o navio de desembarque "HMS Bulwark", além de três helicópteros e dois barcos de patrulha, e a Bélgica informou o envio do navio de apoio logístico "Godetia".

No encontro em Bruxelas, os líderes da UE decidiram ainda triplicar os fundos destinados as suas operações de busca e resgate no Mediterrâneo para enfrentar os naufrágios de navios repletos de imigrantes que tentam chegar à Europa.

"Queremos agir rápido, o que significa triplicar os recursos financeiros" da operação, declarou a chanceler alemã Angela Merkel após a cúpula extraordinária. O montante destinado passará de três a nove milhões de euros por mês.

"Nós triplicamos a Triton, enquanto a proposta era dobrar", ressaltou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"É importante que avancemos em todos os elementos para que, se possível, uma nova tragédia não volte a acontecer", acrescentou ela.

Sobre o mandato da Triton, Merkel indicou que não houve uma expansão do campo operacional, "mas nós provavelmente precisaremos discutir isso novamente", admitiu.

Em relação ao recebimento dos refugiados, não houve acordo entre os membros da UE sobre o plano de dez pontos apresentado na segunda-feira para "reinstalar" até 5 mil pessoas com o estatuto de refugiado.

"Esperava algo mais ambicioso, mas não foi possível", lamentou Jean-Claude Juncker, que propunha "reinstalar" até 10 mil refugiados.

Merkel disse que os 28 países membros não "estabeleceram metas, porque acreditamos que 5.000 não é suficiente".

Os países também concordaram em "apoiar a proposta da Comissão para testar uma distribuição dos imigrantes em caso de necessidade", acrescentou ela.

Hollande disse que a França fará a sua parte para acolher os refugiados sírios, recebendo entre "500 e 700" pessoas.

"Após a publicação do número de 5 mil, a França fará a sua parte, recebendo entre 500 e 700" refugiados sírios, declarou Hollande em entrevista coletiva ao final da reunião em Bruxelas.

"Sobre a questão do acolhimento dos refugiados, especialmente envolvendo pessoas que pedem asilo (…) a Comissão Europeia fez um pedido, especialmente para os refugiados sírios, e haverá a contribuição de cada país para garantir este dever de solidariedade", afirmou Hollande.

Os líderes europeus também decidiram "incrementar seu apoio à Tunísia, Egito, Sudão, Mali e Níger, entre outros" países, para controlar suas fronteiras e estradas com o objetivo de deter a chegada dos emigrantes ao Mediterrâneo.

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