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Feminista reconhece: as mulheres devem parar de culpar os homens

Getty Images
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Camille Paglia, em entrevista à Folha de S.Paulo, critica o feminismo "doente e neurótico"

A feminista norte-americana Camille Paglia é frequentemente atacada pelas próprias feministas radicais de hoje. Não surpreende: afinal, Camille denuncia que "o feminismo contemporâneo está fazendo as mulheres retrocederem", porque "a ideologia feminista do presente é doente, indiscriminada e neurótica. E, mais do que tudo, não permite que a mulher seja feliz".
 
Camille Paglia concedeu na semana passada uma entrevista extensa à jornalista Fernanda Mena, da Folha de S.Paulo. A matéria foi publicada no dia 24 de abril e conquistou destaque na página inicial do site da Folha como um dos artigos mais acessados nos dias seguintes.
 
Na conversa com o jornal, a ensaísta de 68 anos critica com veemência o que enxerga de doentio no feminismo e faz declarações sonoras como as seguintes:
 
 
É urgente que as mulheres parem de culpar os homens
 

As mulheres emancipadas dos anos 20 e 30 "não atacavam os homens, não insultavam os homens e não apontavam os homens como fonte de todos os problemas das mulheres. O que elas pediam era igualdade de condições no âmbito da carreira e da política e queriam demonstrar que podiam obter as mesmas conquistas dos homens. Era como dizer: somos como os homens, admiramos os homens, amamos os homens. Hoje em dia, as feministas culpam os homens por tudo! (…) As mulheres precisam se responsabilizar por suas vidas e parar de culpar os homens por seus problemas, que (…) não são fruto de uma conspiração masculina".

 
A masculinidade precisa de espaço próprio
 

"A epidemia de jihadismo no mundo é um chamado da masculinidade e está atraindo jovens homens do mundo inteiro (…) O Estado Islâmico usa vídeos para projetar esse sonho de que os jovens podem se lançar numa aventura masculina com risco de morte. Antes havia muitas oportunidades de aventuras para os homens jovens. Hoje, suas vidas são como as de prisioneiros nos escritórios, sem oportunidade para ação física e aventura. É difícil para a classe média entender o fascínio do risco e da morte, de fazer parte de uma irmandade. As elites não sabem responder a esse movimento. E parte disso é uma revolta dos homens e uma busca dos homens por sentido como homens".

 
O feminismo errou ao desvalorizar a maternidade
 

"O feminismo cometeu um grande erro ao difamar a maternidade. Gloria Steinem pregou a desvalorização da mulher como esposa e mãe (…) Toda pessoa emerge do corpo feminino, do útero, e o feminismo cometeu um erro ao tentar apagar a importância disso, tornando o nascimento um processo mecânico".

 
A natureza tem papel irredutível na sexualidade: o gênero não é imposto pela sociedade
 

"Os problemas entre os sexos (…) são uma consequência direta da biologia, que não tem sido considerada. Vemos hoje essas pessoas com ideias estúpidas, negando a existência dos gêneros [como vinculados à biologia]. Elas dizem que o gênero é uma coisa imposta pela sociedade, que não há base biológica para a ideia de gênero. Essas pessoas estão malucas?"

 
A maternidade exige sacrifícios na carreira
 

"Sem dúvida", a mulher tem de escolher entre carreira e maternidade. "O mecanismo da educação-treinamento será sacrificado, de alguma forma, para as mulheres que escolherem ter filhos. Elas provavelmente podem alcançar sucesso profissional mais tarde, mas há um grande valor em ter filhos mais cedo (…) A educação tem que se adaptar à realidade da biologia (…) As universidades se beneficiariam muito com a presença de estudantes casados e com filhos. Muitas besteiras que são ditas sobre gênero seriam debatidas melhor se houvesse jovens pais nas salas de aula (…) A maternidade é uma escolha e implica certa troca".

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