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Feminista reconhece: as mulheres devem parar de culpar os homens

Feminismo

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Aleteia Vaticano - publicado em 29/04/15

"Elas [as feministas que combatem o valor da maternidade] não sabem que toda e qualquer pessoa que está na face da Terra nasceu do corpo feminino?"


Toda e qualquer pessoa que está na face da Terra nasceu da fecundação de um óvulo por um espermatozoide. Portanto, nasceu de um ato conjunto entre mulher e homem. É inegável que a relação de todo filho com a mãe que o nutriu no próprio útero durante nove meses é especialíssima, mas a visão que insiste em negligenciar o peso da paternidade na geração de um filho é parcial e danosa para todos: para os filhos, para as mulheres e para os homens. É incoerente esperar que os homens cresçam na consciência da própria importância como pais quando, ao mesmo tempo, se finge que a concepção não faz parte da maravilha que é a geração de um novo ser humano. Um filho é fruto de mãe e pai. Sempre.

"Quando as mulheres renunciaram ao poder da maternidade, elas perderam uma parte enorme do seu poder sobre os homens (…) As mulheres que têm sucesso com os homens são aquelas que mantêm certa qualidade maternal e entendem as fraquezas dos homens. E têm pena deles por isso. Elas tratam homens com humor e conseguem entender as necessidades dos homens e nutri-los de certa forma".


Nem os homens nem as mulheres precisam que o sexo oposto "tenha pena" deles. Homens e mulheres precisam apenas que o sexo oposto os respeite e tenha o bom senso de enxergar e levar em conta as diferenças e semelhanças que os caracterizam. Toda pessoa, seja do sexo que for, tem fraquezas; e a maior delas, provavelmente, é a de sentir-se mais forte do que se é de fato. Sofrem dessa fraqueza tanto o machista quanto a femista que se acha (ou finge que é) mais forte com base em fatores biológicos ou psicológicos, quando tanto a biologia quanto a psicologia são dimensões de uma unidade humana muito mais complexa, na qual uma série de fraquezas coexiste com uma série de forças. A ótica míope de "poder" ou "empoderamento" não ajuda a desenvolver a supostamente procurada complementaridade entre os sexos, já que insiste na superficial e contraproducente oposição entre eles, como se um não precisasse do outro. As pessoas que têm sucesso na relação com as outras pessoas são as que entendem que todos temos fraquezas e forças e se dispõem a trabalhar na complementaridade que enriquece a ambos, e não as que presumem ter "poder" sobre o outro com base em critérios ideológicos que apenas alimentam a incompreensão recíproca.

Desafiadora a comunicação entre esses tais seres humanos, não?

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Tags:
feminismoIdeologia de GêneroMaternidadePaternidade
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