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Papa Francisco: os dois critérios que nos ajudam a distinguir o verdadeiro amor

<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=163361345&src=id" target="_blank" />Pope Francis general audience St Peter's square</a> © neneo / Shutterstock.com
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Como saber se o meu amor não é “um amor de telenovelas”, “uma fantasia”, histórias que “fazem nosso coração bater um pouco e nada mais”?

O Papa Francisco explicou hoje os dois critérios que nos ajudam a distiguir o amor verdadeiro do falso.

Em sua homilia na Casa Santa Marta, Francisco comentava a passagem evangélica em que Jesus “nos pede para permanecermos no seu amor”.

“Há dois critérios – afirmou Francisco – que nos ajudam a distinguir o verdadeiro amor daquele não verdadeiro”.

É concreto

O primeiro critério é que o amor está “mais nos fatos do que nas palavras”: não é “um amor de telenovelas”, “uma fantasia”, histórias que “fazem nosso coração bater um pouco e nada mais”.

O primeiro critério, portanto, para o amor verdadeiro é ele se apoiar em “fatos concretos”. “Jesus advertia os seus: 'Não aqueles que dizem: 'Senhor! Senhor!', entrarão no Reino dos céus, mas aqueles que fizerem a vontade do meu Pai, que observam os meus mandamentos'”.

“Em outras palavras, o verdadeiro amor é concreto, está nas obras, é um amor constante. Não é um simples entusiasmo. Também, muitas vezes, é um amor doloroso: pensemos no amor de Jesus carregando a cruz. Mas as obras do amor são as que Jesus nos ensina na passagem do capítulo 25 de São Mateus. Mas quem ama faz isso: o protocolo do julgamento. Estava com fome, e você me deu de comer, e assim por diante. Concretamente. Também as bem-aventuranças, que são o ‘programa pastoral’ de Jesus, são concretas”.

“Uma das primeiras heresias do cristianismo – disse o Papa – foi a do pensamento agnóstico”, que falava de um “Deus distante … que não era concreto”. Em vez disso, o amor do Pai “era concreto, enviou Seu Filho… que se fez carne para nos salvar”.

É comunicado

O segundo critério do amor – prosseguiu o Papa – é que “se comunica, não permanece isolado. O amor dá de si mesmo e recebe, realiza a comunicação que existe entre o Pai e o Filho, uma comunicação que faz o Espírito Santo”.

“Não há amor sem se comunicar, não há amor isolado. Mas alguém de vocês pode se perguntar: ‘Mas, padre, os monges e as monjas de clausura estão isolados’. Mas comunicam e muito: com o Senhor, também com aqueles que vão buscar uma palavra de Deus… O verdadeiro amor não pode se isolar. Se é isolado, não é amor. É uma forma espiritualista de egoísmo, de permanecer fechado em si mesmo, buscando seu próprio bem… É egoísmo”.

Então “permanecer no amor de Jesus significa fazer” e “ter a capacidade de se comunicar, de dialogar, seja com o Senhor, seja com os nossos irmãos”.

“É tão simples isso. Mas, não é fácil. Porque o egoísmo, o próprio interesse nos atrai e nos atrai para não fazer e para não nos comunicarmos. O que diz o Senhor daqueles que permanecerão em seu amor? “Eu lhes disse essas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa”. O Senhor que permanece no amor do Pai é alegre, 'e se vocês permanecerem no meu amor, a sua alegria será completa’: uma alegria que muitas vezes vem junto com a cruz. Mas essa alegria – o próprio Jesus nos disse – ninguém poderá tirar”.

(Com Rádio Vaticano)