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Presidente cubano busca em Moscou aproximação com a Rússia

Medvedev (e) recebe Castro em Moscou

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O presidente cubano, Raúl Castro, reuniu-se nesta quarta-feira em Moscou com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev, em uma visita que reflete a aproximação de Cuba com a Rússia, herdeira de seu antigo aliado soviético.

Castro chegou na terça-feira à capital russa, convidado para a comemoração no dia 9 de maio do fim da Segunda Guerra Mundial e da vitória dos soviéticos e aliados sobre a Alemanha nazista.

O presidente cubano, que realiza sua terceira visita oficial à Rússia, é o primeiro a chegar entre os convidados do Kremlin aos atos por ocasião do 70º aniversário deste triunfo.

Sua viagem coincide com a visita do presidente da Duma (câmara baixa do Parlamento), Sergei Narishkin, a Havana. Castro também celebrará o 55º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas da ilha com Moscou.

O presidente cubano está acompanhado por seu ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, e pelo comandante das Forças Armadas Revolucionárias, Leopoldo Cintra, segundo a diplomacia cubana.

O encontro de Castro com Medvedev tinha por objetivo discutir as perspectivas de aproximação entre os dois países.

O dia 9 de maio "é uma data muito importante e quando nossos amigos queridos nos visitam, nos parece muito bom", declarou Medvedev.

Castro, por sua vez, contou que nasceu "no período em que seu país venceu" a Alemanha. "Não podia deixar de vir", acrescentou.

O presidente cubano se reunirá com seu colega russo Vladimir Putin na quinta-feira para falar de "política, intercâmbios comerciais, cooperação econômica e de temas regionais e internacionais", indicou um conselheiro do Kremlin, Iuri Ushakov.

Moscou e Havana foram fortes aliados durante três décadas antes da queda da União Soviética, em 1991. As relações foram relançadas no fim dos anos 2000.

No último verão (do hemisfério norte), Putin anulou 90% da gigantesca dívida contraída por Cuba com Moscou durante a era soviética, de 28,1 bilhões de euros (31 bilhões de dólares).

Agora, Cuba precisa devolver apenas 3,1 bilhões de euros em dez anos, uma soma que será posteriormente reinvestida pela Rússia na economia cubana.

Para alguns observadores, este gesto de Moscou foi interpretado como uma vontade de frear a aproximação recente entre Havana e Washington, que culminou em dezembro passado com o histórico anúncio do presidente Barack Obama de trabalhar em favor de um levantamento do embargo dos Estados Unidos contra Cuba.

Outros, como Viktor Kremeniuk, do Instituto EUA-Canadá de Moscou, viram nesta ação uma tática de Havana para obter mais da Rússia.

"Estados Unidos e Rússia já são adversários por Ucrânia, Geórgia, Moldávia, Europa Oriental… e agora Cuba. Realmente precisamos disso?", se perguntou o especialista. "Ao forçar a Rússia a rivalizar com os Estados Unidos, Cuba tenta obter mais das duas potências", explica.