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Obama defende negociações com o Irã perante países do Golfo

AFP - publicado em 15/05/15

O presidente Barack Obama buscava, nesta quinta-feira, convencer os líderes do Golfo Pérsico sobre os fundamentos de suas negociações com o Irã, embora a tentativa possa ser insuficiente para dissipar as desconfianças destas monarquias diante da estratégia americana.

O chefe de Estado americano mantém uma reunião em sua residência de campo em Camp David com representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar, em uma tentativa de responder às inquietações surgidas.

A agenda de discussões se concentra nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, que a Casa Branca considera prioritário, mas também o apoio do Irã aos rebeldes xiitas no Iêmen e ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Trata-se de uma negociação sobre a questão nuclear, não de uma reaproximação mais profunda entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou nesta quinta-feira Ben Rhodes, conselheiro próximo a Obama, ao final de uma primeira sessão de reuniões.

Rhodes admitiu que a perspectiva de suspensão das sanções ao Irã (no âmbito das negociações que poderiam ser concluídas no fim de junho) inquieta os países da região.

Temores regionais

As monarquias da região do Golfo temem que a suspensão das sanções e a recuperação da economia iraniana reforcem a tendência de Teerã a intervir em toda a região.

Para Rhodres, "as sanções nunca impediram que o Irã realize ações desestabilizadoras" e, por isso, considerou que são maiores as possibilidades d eque o país evolua para uma aproximação "construtiva" com a assinatura de um acordo.

No Iêmen, onde o Irã apoia os rebeldes huthis, a coalizão comandada pela Arábia Saudita mantém uma frágil trégua depois de várias semanas de ataques aéreos. O governo iemenita chamou nesta quinta seu encarregado de negócios na embaixada em Teerã em protesto contra a ingerência iraniana.

Esta é a segunda vez em que o presidente americano usa a residência de Camp David – 100 km ao norte de Washington – para receber líderes estrangeiros, após uma cúpula do G8 em maio de 2012.

O lugar está carregado de história: foi ali que em 1978 israelenses e egípcios mantiveram reuniões secretas para negociações que foram concluídas com a assinatura de Menachem Begin e Anwar al-Sadat de um acordo de paz, conhecido desde então como "Acordos de Camp David".

Dos líderes dos seis países convidados por Obama, apenas dois serão representados por seus principais governantes, Catar e Kuwait.

Na ausência do rei Salman, da Arábia Saudita, que rejeitou no último minuto o convite da Casa Branca, Obama recebe o príncipe-herdeiro, Mohammed ben Nayef, assim como o filho do rei e ministro da Defesa, o príncipe Mohammed ben Salman.

Relação estratégica

Mohamed ben Nayef, saudita considerado em Washington o arquiteto da luta implacável contra a rede Al-Qaeda em seu país, também saudou a relação histórica e estratégica entre Estados Unidos e Arábia Saudita.

Mas as divergências são evidentes. Obama se propõe a defender o acordo preliminar concluído junto com várias potências nucleares e com o Irã para impedir que Teerã desenvolva uma bomba atômica.

"Podemos imaginar de que forma o Irã poderá ser ainda mais provocador caso disponha de uma arma atômica", expressou Obama em uma entrevista ao jornal saudita Asharq al-Awsat, na qual também considerou indispensável suprimir "uma das principais ameaças à segurança da região".

Se o acordo com o Irã, que deve ser finalizado no fim de junho, é alvo de inquietações, as tensões se concentram no crescimento da presença da República Islâmica na região.

Para Bruce Riedel, do instituto Brookings, "não se trata de uma divergência sobre o número de centrífugas nucleares. Trata-se de saber se o Irã deve ser aceito como um interlocutor legítimo no seio da comunidade internacional".

Já Hussein Ibish, do Arab Gulf States Institute, afirmou que "os países do Golfo acreditam, acima de tudo, que a política americana começa a se inclinar ao Irã e se afasta de aliados tradicionais dos Estados Unidos na região".

Diversas vozes na região do Golfo pedem um acordo de defesa mútua nos moldes da Otan, mas este projeto não consta na agenda de Washington.

As monarquias esperam um compromisso americano mais profundo na Síria para debilitar o governo de Damasco.

Os Estados Unidos começaram a treinar um pequeno grupo de rebeldes sírios moderados na Jordânia para combater os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico, mas a Casa Branca se mostra reticente a se envolver mais que isto no conflito.

O encontro em Camp David pode ter como resultado anúncios de alcance limitado, como a intensificação de exercícios militares comuns ou uma coordenação melhor dos sistemas de defesa antimísseis nos países da região.

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