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Tentativa de golpe fracassa e presidente retorna ao Burundi

<p>Manifestantes são vistos em Bujumbura, no dia 13 de maio de 2015, após tentativa de golpe de Estado no Burundi</p>

AFP - publicado em 15/05/15

O número dois do movimento golpista no Burundi, general Cyrille Ndayirukiye, admitiu na noite desta quinta-feira que fracassou a tentativa de depor o governo do presidente Pierre Nkurunziza, que teria retornado ao país após viagem à Tanzânia.

"Pessoalmente, reconheço, nosso movimento fracassou", declarou à AFP. "Nós encontramos uma grande determinação militar para apoiar o sistema no poder", explicou.

Mais cedo, Presidência burundinesa anunciou o retorno do chefe de Estado ao país.

"O presidente Pierre Nkurunziza agora está no Burundi", disse à AFP seu principal conselheiro de comunicação, Willy Nyamitwe.

"Por motivos de segurança, é tudo o que podemos dizer agora", acrescentou.

Nkurunziza estava na vizinha Tanzânia quando a tentativa de golpe foi deflagrada e permanecia ali em uma localização secreta de Dar es Salaam, indicaram oficiais tanzanianos.

Nesta quinta-feira, violentos confrontos entre tropas rivais foram registrados na capital, Bujumbura, deixando três mortos, os primeiros desde a tentativa de golpe, lançada na véspera.

No início desta tarde, tropas do general golpista Godefroid Niyombare, ex-chefe dos serviços de Inteligência, lançaram um novo ataque para tomar o prédio da rádio televisão nacional (RTNB), protegido por soldados leais ao presidente, que conseguiram manter o controle deste edifício emblemático.

Ao menos três militares morreram nestes confrontos, constatou um jornalista da AFP que viu os cadáveres a aproximadamente um quilômetro da sede da rádio, embora não tenha conseguido confirmar a qual dos dois grupos eles pertenciam.

À tarde, o diretor da rádio, Freddy Nzeyimana, disse que a emissora havia voltado a funcionar, depois de ter parado de transmitir horas antes.

A sede da RTNB também havia sido atacada no início da manhã, depois que o chefe das forças armadas do Burundi utilizou a rádio para anunciar que o golpe lançado por Nyombare havia fracassado.

Posteriormente, Nzeyimana anunciou pela rádio o fracasso destas ofensivas, afirmando que a situação estava controlada e "os soldados leais são os que controlam a RTNB".

A rádio divulgou uma mensagem telefônica de Nkurunziza a partir da Tanzânia, quase inaudível, mas na qual era possível reconhecer a voz do chefe de Estado.

Partidários do presidente atacaram, por sua vez, outros meios de comunicação independentes, como a Rádio Pública África, que transmitiam mensagens dos golpistas.

A tentativa de golpe ocorreu após semanas de protestos contra a intenção do presidente de conquistar um terceiro mandato, uma medida inconstitucional, segundo a oposição, já que Nkurunziza foi presidente durante duas legislaturas, desde 2005.

Condenações à tentativa de golpe

Nkurunziza havia tentado retornar ao Burundi, mas ficou bloqueado no país vizinho, depois que seus opositores tomaram o controle do aeroporto e ordenaram o fechamento das fronteiras.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo urgente à calma, enquanto o Conselho de Segurança condenou a tentativa de golpe e ordenou o retorno ao Estado de direito no país.

Os 15 integrantes do Conselho de Segurança, que se reuniram nesta quinta para abordar a crise no país, condenaram, em um comunicado, o golpe de Estado contra Nkurunziza e ordenaram um rápido retorno ao Estado de direito.

Em um comunicado unânime, os membros do Conselho declararam que "condenam tanto os que promovem a violência de qualquer tipo contra civis quanto os que buscam tomar o poder por meios ilegais".

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Jeffrey Rathke, informou, em coletiva de imprensa, que os Estados Unidos reconhecem Nkurunziza como o presidente "legítimo" do Burundi.

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