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Coalizão árabe retoma bombardeios no Iêmen

AFP

<p>Escombros de casas atingidas por bombardeios à capital iemenita no mês passado</p>

AFP - publicado em 19/05/15

A coalizão liderada pela Arábia Saudita retomou os bombardeios aéreos no Iêmen, após acusar os rebeldes xiitas de aproveitar a trégua humanitária de cinco dias para reforçar suas posições.

Os bombardeios aéreos foram retomados porque os rebeldes xiitas violaram a trégua humanitária de cinco dias, afirmou o porta-voz da coalizão, general Ahmen al-Assiri.

À frente da coalizão, a Arábia Saudita constatou, de acordo com uma fonte diplomática ocidental, que os rebeldes xiitas huthis aproveitaram-se da trégua para posicionar peças de artilharia e lançadores de foguetes perto da fronteira saudita.

"Não respeitaram a trégua humanitária. Por isto vamos fazer o que temos que fazer", declarou o general Al-Assiri.

Segundo o Al-Arabiya, canal de televisão saudita com sede em Dubai, as tropas mobilizadas na fronteira bombardearam posições dos huthis no norte do Iêmen.

Aeronaves da coalizão também bombardearam posições dos rebeldes em Áden (sul), de acordo com fontes militares e testemunhas. Ao menos cinco veículos dos huthis foram destruídos, acrescentaram as fontes, que não souberam fornecer um balanço de mortos.

Um ataque anterior havia atingido o palácio presidencial e uma base das forças especiais, dois locais controlados pelos rebeldes e seus aliados, soldados leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

O cessar-fogo havia sido declarado pela Arábia Saudita, interrompendo os ataques realizados desde 26 de março em apoio aos partidários do presidente exilado Abd Rabbo Mansour Hadi.

A trégua foi marcada por combates no terreno entre os rebeldes e as forças pró-Hadi e por incidentes na fronteira com a Arábia Saudita, onde o Reino denunciou ataques a partir do norte do Iêmen.

A retomada das hostilidades ameaça, ainda, a organização de uma conferência internacional prevista pela ONU para buscar uma solução para o conflito.

O porta-voz adjunto das Nações Unidas, Farhan Haq, lembrou que o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, tem a intenção de convocar esta conferência "em um futuro próximo" e desejaria que todos os protagonistas participassem "sem condições prévias".

"Queremos que los combates cessem de forma decisiva e, então, poderemos começar a organizar e enviar convites para esta conferência", afirmou.

Ainda segundo o porta-voz, Ban "lamenta que, apesar dos apelos reiterados da ONU, a pausa humanitária de cinco dias no Iêmen não tenha sido prorrogada após expirar, ontem" (domingo).

Filas de espera por combustível

Confrontos esporádicos continuam nesta segunda em Áden e Taez (sudoeste), segundo habitantes locais. E 12 rebeldes foram mortos em um ataque com armas automáticas e foguetes RPG lançados pelas forças pró-Hadi em Dhaleh (sul), de acordo com fontes militares.

Na capital Sanaa, apesar da relativa calma, a população permanece carente de serviços essenciais, tais como água, eletricidade e combustível.

Centenas de veículos faziam fila nos poucos postos de gasolina abertos, informou um correspondente da AFP.

A trégua ajudou no envio ao país de quantidades significativas de combustível, remédios e comida, mas a sua distribuição continua a ser prejudicada pelos combates.

Um grupo de organizações hostis aos huthis acusou os milicianos xiitas de monopolizar a ajuda que chega em Taez.

"A trégua beneficiou os huthis que puderam organizar melhor suas fileiras e repor os estoques de combustível em áreas sob seu controle", declarou o grupo "Forças Revolucionárias da Taez".

O coordenador das atividades humanitárias da ONU para o Iêmen, Johannes van der Klaauw, apelou no sábado a coalizão para "simplificar" o controle de cargas para este país, considerando que estas medidas freia a entrega vital de bens e "ajuda humanitária.

No domingo, o enviado da ONU Ismail Ould Cheikh Ahmed considerou que o cessar-fogo não tinha possibilitado o fornecimento de ajuda humanitária suficiente em áreas afetadas pelo conflito. Ele pediu a "todas as partes que respeite a trégua por pelo menos mais cinco dias."

A ONU considera a situação humanitária "catastrófica" no Iêmen, onde mais de 1.600 pessoas, incluindo muitos civis, foram mortos desde março.

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