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Como diferenciar uma possessão diabólica de uma doença mental?

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pildorasdefe.net - publicado em 01/06/15

Conheça os sinais de uma verdadeira possessão diabólica, segundo o ensinamento da Igreja

Buscarei responder da maneira mais exata possível.

1. Os elementos constitutivos da possessão diabólica

Há dois elementos que constituem a possessão:

– A presença do demônio no corpo do possesso.

– O império que ele exerce sobre o corpo e, por meio deste, na alma.

O demônio não está unido ao corpo, como a alma; e com relação à alma, ele não é senão um motor externo e, se age nela, é por meio do corpo no qual habita. Pode agir diretamente nos membros do corpo e fazê-lo executar todo tipo de movimentos; indiretamente, age nas potências, enquanto estas dependem do corpo para suas ações.

Podemos distinguir dois estados diferentes no possesso: o da crise e o da calma. A crise é a maneira de acesso violento, no qual o demônio manifesta seu império tirânico produzindo no corpo uma agitação febril que se manifesta em contorções, gritos de raiva, palavras ímpias e blasfêmias.

Os possessos perdem, então, todo conhecimento do que acontece com eles, do que disseram ou fizeram, ou melhor, de tudo o que o demônio fez por meio deles. Só sentem a presença do demônio no início, mas depois perdem a consciência. No entanto, esta regra tem exceções.

Nos intervalos de sossego, não há maneira de descobrir a presença do espírito maligno, a impressão é de que ele foi embora. No entanto, sua presença se manifesta mediante uma espécie de doença crônica que desconcerta todos os remédios da ciência moderna.

É frequente que haja muitos demônios possuindo uma só pessoa. E, em geral, a possessão acontece em pecadores, mas há exceções.

2. Os sinais da possessão

Como há doenças mentais cujos sintomas se assemelham aos da possessão, é preciso diferenciar as duas coisas.

Segundo o Ritual Romano, existem três sinais para conhecer a possessão diabólica:

Falar idiomas não conhecidos. Para comprovar bem isso, é necessário estudar a pessoa profundamente para ver se, no passado, teve oportunidade de aprender algumas palavras de tais idiomas, se fala algumas frases soltas aprendidas de memória, ou se fala e entende uma língua que na verdade não conhecia.

Revelação de coisas ocultas, sem meio natural que explique isso. Também neste caso é preciso investigar bem para garantir que a pessoa não tem como saber tais coisas por nenhum meio natural.

Uso de forças notavelmente superiores às naturais do sujeito, levando em consideração sua idade, condição física, doenças etc.

3. Remédios para a possessão

Os remédios, neste caso, são os capazes de enfraquecer a ação do demônio no homem, purificar a alma e fortalecer a vontade contra as investidas do diabo. O principal remédio é o exorcismo.

Remédios gerais

Um dos mais eficazes é a purificação da alma por meio de uma boa confissão, sobretudo a confissão geral. O Ritual aconselha acrescentar a isso o jejum, a oração e a comunhão (mas esta só pode ser recebida na fase de calma).

Os sacramentais e objetos abençoados também têm muita eficácia, devido às orações que a Igreja recitou ao abençoá-los. Santa Teresa confiava especialmente na água benta, porque a Igreja lhe confere a capacidade de afugentar o demônio. Mas é preciso usá-la com espírito de fé, humildade e confiança.

O crucifixo e o sinal da cruz também são poderosos, porque o demônio foi vencido pela cruz, e por isso foge dela.

Os exorcismos

Finalmente sobre o exorcismo, cabe recordar o que o Catecismo ensina (n. 1673):

“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a ação do Maligno e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus praticou-o – e é d’Ele que a Igreja obtém o poder e encargo de exorcizar.

Sob uma forma simples, faz-se o exorcismo na celebração do Baptismo. O exorcismo solene, chamado ‘grande exorcismo’, só pode ser feito por um presbítero e com licença do bispo. Deve proceder-se a ele com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja.

O exorcismo tem por fim expulsar os demônios ou libertar do poder diabólico, e isto em virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Por isso, antes de se proceder ao exorcismo, é importante ter a certeza de que se trata duma presença diabólica e não duma doença.”

Autor: Padre Miguel A. Fuentes, IVE

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