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A verdade sobre Charlie Charlie Challenge

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Miguel Pastorino - publicado em 03/06/15

Saiba mais sobre o filme de terror que brincou com a invocação do demônio em sua campanha publicitária – e as consequências disso

De onde saiu o Charlie Charlie Challenge?

A brincadeira de invocação do espírito de Charlie se originou em uma campanha publicitária da Warner Bros. para seu próximo filme, “The Gallows” (“A forca”), cujos protagonistas brincam com a invocação de “Charlie”. A partir disso, o jogo viralizou pelo mundo inteiro por meio das redes sociais no dia 26 de maio. No dia seguinte, a produtora cinematográfica divulgou o trailer em seu canal do YouTube.

O filme, dos mesmos produtores de “Atividade Paranormal” e “Sobrenatural”, escrito e dirigido por Travis Cluff e Chris Lofing, estreará nos Estados Unidos no dia 10 de julho. E a propaganda anterior ao filme está surtindo o efeito desejado.

Preocupação fundamentada

Psicólogos, sacerdotes e educadores se preocupam porque muitos adolescentes e jovens começaram a jogar “Charlie Charlie” com as mesmas intenções dos que usam o tabuleiro ouija ou fazem a brincadeira do copo. E têm razão, pelo dano psicológico e espiritual que a prática espírita causa em muita gente, especialmente nos mais jovens.

O primeiro aspecto a ser discutido é a influência de uma campanha publicitária para gerar um fenômeno dessa magnitude. Acreditamos em qualquer coisa? A história do Charlie pertence à ficção, mas a credulidade e o interesse pelo oculto, manifestados pelos jovens, é um problema social sobre o qual precisamos refletir.

Do ponto de vista psicológico e espiritual, as práticas ocultistas sempre são desaconselháveis; elas são prejudiciais quando os que as praticam são muito sensíveis ou facilmente sugestionáveis; além disso, abrem uma porta para que as pessoas se afastem de Deus e vivam uma religião baseada no medo, na superstição e na obscuridade.

A fé católica e as formas de adivinhação

O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente ‘reveladoras’ do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos ‘médiuns’, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele” (n. 2116).

O que a Bíblia ensina?

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas.” (Deuteronômio 18, 9-12)

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