Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Segunda-feira 23 Novembro |
Santo Anfilóquio
home iconAtualidade
line break icon

Turquia entra em período de instabilidade após revés do partido do presidente

<p>Erdogan deixa a cabine de votação em Istambul</p>

AFP - publicado em 09/06/15

A Turquia entrou nesta segunda-feira em um período de instabilidade, um dia depois do duro revés nas eleições legislativas do partido do presidente islamita conservador Recep Tayyip Erdogan, que provocou a queda da lira turca e da Bolsa.

Na votação, que Erdogan transformou em um plebiscito a respeito de sua liderança, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) perdeu no domingo a maioria absoluta que tinha há 13 anos no Parlamento, o que obrigará o partido pela primeira vez a formar uma coalizão ou a governar em minoria.

Os mercados responderam à instabilidade política, inédita desde 2002. A Bolsa de Istambul abriu em queda expressiva e fechou em baixa de quase 5%.

Ao mesmo tempo, a moeda nacional, a lira turca, perdeu 3,5%, sendo cotada a 2,76 por dólar e 3,10 liras turcas por um euro.

O Banco Central respondeu com o anúncio de uma redução das taxas aplicadas aos depósitos de divisas a curto prazo.

Em uma declaração por escrito, o presidente islamita pediu aos partidos políticos que atuem com responsabilidade para preservar a "estabilidade".

O chefe de Estado defendeu ainda um governo de coalizão, uma vez que nenhum partido tem a capacidade de governar sozinho.

Segundo a imprensa, Erdogan se reunirá na terça-feira com o chefe do AKP e de governo Ahmet Davutoglu, que assumirá a formação do novo governo.

"Neste novo processo, é de importância crucial para todos os partidos políticos atuar com a sensibilidade necessária e adotar uma atitude responsável para preservar o clima de estabilidade e de confiança, assim como nossas conquistas democráticas", afirma Erdogan em um comunicado.

Deniz Ciçek, analista no Finansbank, acredita que "os resultados das eleições devem provocar intensas conversações e negociações políticas que durarão semanas".

De acordo com os resultados oficiais, o AKP permanece como o partido mais votado, com 40,8% dos votos, mas o número representa uma queda de quase 10 pontos na comparação com as eleições anteriores quando obteve 49,9% dos votos.

Vítima da desaceleração da economia e acusado pela oposição de uma guinada autoritária, o partido de Erdogan conquistou 258 das 550 cadeiras no Parlamento, bem abaixo da maioria absoluta (276 deputados).

O principal responsável pela queda do AKP foi o partido curdo HDP (Partido Democrático do Povo), que superou a barreira de 10% para entrar no Parlamento. O movimento liderado por Selahattin Demirtas recebeu 13,1% dos votos e elegeu 80 deputados.

Derrota pessoal

Os outros dois principais partidos turcos, o Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata) e o Partido de Ação Nacionalista (MHP, direita), receberam 25% e 16,3% dos votos, que representam 133 e 80 cadeiras respectivamente.

Os resultados abalam as ambições de Erdogan de perpetuar-se no poder.

Depois de 11 anos como primeiro-ministro, Erdogan foi eleito presidente em agosto do ano passado e fez uma campanha para que o AKP conquistasse as 330 cadeiras necessárias para reformar a Constituição e instaurar um regime presidencialista forte, que a oposição chamou de "ditadura constitucional".

"Os turcos responderam que não gostam de seu poder pessoal", resume o jornal Hürriyet.

"Uma nova era", destaca o jornal Milliyet, enquanto o Sözcu cita um "cartão vermelho" para Erdogan.

Apesar dos três partidos da oposição contarem com a maioria necessária para formar uma coalizão e desbancar o AKP, o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu descartou a hipótese, decidido a permanecer no poder.

"Esta eleição demonstra mais uma vez que o AKP é a coluna vertebral do país", declarou Davutoglu.

"Ainda temos dias belos pela frente", completou.

Ainda resta a possibilidade de uma coalizão do partido no poder com outra das três formações. Caso as negociações não apresentem resultados nos próximos 45 dias, Erdogan pode dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
FATHER PIO
Maria Paola Daud
Quando Jesus conversou sobre o fim do mundo c...
ŚWIĘTA TERESA WIELKA
Philip Kosloski
Oração de Santa Teresa de Ávila para acalmar ...
IOTA
Lucía Chamat
Imagem da Virgem resiste a furacão que devast...
EL TOCUY
Aleteia Brasil
Pe. Gabriel Vila Verde: há muita diferença en...
Philip Kosloski
3 poderosos sacramentais para ter na sua casa
Aleteia Brasil
Atenção: versão falsa e satânica da Medalha M...
POPE AUDIENCE
Reportagem local
A oração de cura que pode ser dita várias vez...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia