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Comissário europeu quer final feliz nas negociações com a Grécia

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, em Bruxelas para reunião com representantes da Comissão Europeia

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"Gosto muito da tragédia grega, mas acredito que agora temos que passar realmente ao final feliz", afirmou nesta quinta-feira o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, ao comentar as complicadas negociações entre a Grécia e os credores.

Atenas e seus principais interlocutores retomaram o diálogo na quarta-feira em Bruxelas e decidiram "intensificar" os esforços para obter um acordo.

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras teve um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande. Nesta quinta-feira se reunirá com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"As conversações avançaram muito nas últimas semanas. Agora estamos perto da pista de pouso", disse Moscovici.

"Se existe vontade política, podemos e vamos alcançar, mas ainda não chegamos lá", completou.

As negociações iniciadas nas últimas semanas "permitiram aproximar muito os pontos de vista".

"Ainda restam divergências, sobretudo a respeito dos superávits primários, dos excedentes orçamentários que a Grécia deve conseguir, sem contar o pagamento dos juros da dívida", afirmou o comissário.

"Temos que obter um acordo sólido para que tudo seja financeiramente sustentável para a Grécia, para os credores e para os contribuintes, já que eles são os que, no fim, pagariam o custo de um default da dívida grega", completou.

Apesar do otimismo, p presidente do Bundesbank (Banco Central da Alemanha), Jens Weidmann, afirmou que o risco de default (paralisação de pagamentos) por parte de Atenas aumenta a cada dia.

"Existe uma forte determinação para ajudar a Grécia a melhorar a administração pública, levantar as barreiras do crescimento e levar as finanças públicas a uma trajetória viável", disse Weidmann, que também pertence ao conselho de ministros do Banco Central Europeu.

"Os contribuintes e outros países da zona do euro já disponibilizaram fundos substanciais para apoiar o inevitável processo de ajuste", considerou Weidmann, antes de afirmar que "cada vez resta menos tempo e o risco de default cresce dia após dia".