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ONG alerta para risco de mísseis portáteis para a segurança aérea

(Arquivo) Um rebelde sírio manuseia um mísseis portáteis terra-ar chinês FN-6, em Aleppo, no dia 13 de outubro de 2014

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A proliferação atual de mísseis portáteis terra-ar pode colocar em risco a segurança aérea se grupos extremistas, como o Estado Islâmico (EI), conseguirem pôr as mãos neles, destaca em informe uma organização governamental publicada nesta quarta-feira em Washington.

"Os riscos associados ao tráfico de mísseis sofisticados são importantes, devido ao ganho de poder do grupo Estado Islâmico no Oriente Médio e o Norte da África", segundo um relatório preparado pelo instituto suíço Small arms survey.

"Derrubar um avião comercial seria coerente" com a escalada da violência que o grupo EI pratica para ganhar fama internacional, avalia o informe.

"A possibilidade de acesso do EI e de seus afiliados a estes mísseis sofisticados leva a crer em uma ameaça particularmente grave sobre a segurança aérea", acrescentou a fonte.

Os mísseis terra-ar são lançados de lançadores levados nos ombros pelos combatentes.

Segundo o informe, o EI e outros grupos extremistas têm várias fontes para conseguir armamento, segundo o informe.

No Iraque e na Síria, "grupos armados" já conseguiram "dezenas" de mísseis modernos, como o Igla-S russos e o FN-6 chinês.

O governo iraquiano também teria adquirido uns mil Igla-S no âmbito de um contrato de 4,2 bilhões de dólares, assinado em 2012 com a Rússia.

O governo do Sudão recebeu mísseis chineses QW2 e o Sudão se dispõe a fabricar mísseis terra-ar portáteis, destacou o relatório.

A Líbia se mantém como um local onde se disseminam mísseis. Uma foto recente mostra um míssil QW-2 chinês neste país, o que pode significar que estas armas já foram "enviadas para a África do Norte", destacou o documento.

Após a deposição de Muamar Kadhafi em 2011, "centenas, talvez milhares" de mísseis terra-ar mais antigos (Strela 2, de origem russo) tinham sido roubados dos depósitos do regime, lembra o informe.

Desde então, a presença destas armas foi reportada em pelo menos nove países da África do Norte e do Oeste.

O informe foi apresentado na quarta-feira no centro de estudos e pesquisas americano Stimson Center.

 

 

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