Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia
María Álvarez de las Asturias
Como ajudar um casal que se separou?
Padre Reginaldo Manzotti
Oração para pedir luz ao Senhor
Padre Reginaldo Manzotti
5 lições de vida para ser feliz
Prosa e Poesia
Os recomeços
Vatican News / Redação da Aleteia
Papa aos juízes: não buscar interesse pessoal

Papa pede a Putin respeito por acordos de paz de Minsk sobre Ucrânia

OSSERVATORE ROMANO - AFP
Compartilhar

Neste encontro, Francisco mostrou mais uma vez sua capacidade diplomática, ao receber Putin. Isolado pela comunidade internacional, o presidente russo é acusado de apoiar e armar os separatistas

Ao receber o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta-feira, no Vaticano, o papa Francisco pediu a plena implementação "por todas as partes" dos acordos de Minsk sobre o conflito no leste da Ucrânia, segundo um comunicado do Vaticano.

"O Santo Padre ressaltou a importância de nos engajarmos em um esforço significativo e sincero para alcançar a paz (na Ucrânia). Foi acordado sobre a importância de reconstruir um clima de diálogo, e que todas as partes se comprometam a aplicar os acordos Minsk", indica a nota divulgada ao final da reunião entre o presidente russo e o papa.

Putin foi recebido hoje na biblioteca privada do papa, no Vaticano, em encontro de cerca de 50 minutos. Na presença de intérpretes, as conversas trataram da Ucrânia e do Oriente Médio, relatou a Santa Sé.

Putin e o anfitrião expressaram a necessidade de "garantir a vida" e se criar no Oriente Médio – sobretudo, na Síria e no Iraque – "as condições necessárias para a vida de todos os componentes da sociedade, incluindo as minorias religiosas, em particular cristãs".

O papa entregou ao presidente um medalhão de bronze representando o "Anjo da Paz", "que supera todas as guerras" e "fala sobre a solidariedade entre todos os povos", relataram os jornalistas presentes.

"Este é o medalhão do Anjo da Paz, criado por um artista do século passado. Este é o anjo que vence todas as guerras e fala de solidariedade entre todos os povos", disse Francisco ao presidente russo, entregando o medalhão que ele oferece com frequência a seus convidados oficiais.

Ele também entregou uma cópia de sua exortação apostólica, "Alegria do Evangelho", "que contém muitas reflexões religiosas, humanas, geopolíticas e sociais", comentou.

Já o presidente russo ofereceu ao papa um bordado costurado em fios de ouro, representando a Catedral do Santíssimo Salvador, em Moscou, símbolo do patriarcado ortodoxo. "Esta é a igreja do Santíssimo Salvador, que foi destruída durante o período soviético e que foi reconstruída", observou o chefe do Kremlin.

Neste encontro, Francisco mostrou mais uma vez sua capacidade diplomática, ao receber Putin. Isolado pela comunidade internacional, o presidente russo é acusado de apoiar e armar os separatistas pró-Moscou contra o Exército ucraniano. O conflito se arrasta desde abril de 2014 e já deixou mais de 6.400 mortos.

Esta foi a segunda vez, em dois anos de pontificado, que o sumo pontífice recebeu o líder russo no Palácio apostólico. Putin já havia se reunido com o papa em novembro de 2013.

"O papa quer mostrar que a Igreja Católica não se pronuncia em favor de uma parte, ou da outra, que não é nem firme nem branda, que está acima das dinâmicas internacionais", explicou o historiador italiano Alberto Melloni, especialista em Vaticano.

A Santa Sé manteve uma atitude muito prudente nesse conflito, que lhe valeu duras críticas de católicos em Kiev por não ter condenado, abertamente, a política russa na Ucrânia.

Putin pede fim das sanções

O presidente russo iniciou nesta quarta sua viagem relâmpago à Itália e ao Vaticano com uma visita à Exposição Universal de Milão (norte do país), acompanhado do chefe de governo italiano, Matteo Renzi.

Durante sua breve estada na Itália, Putin criticou duramente as sanções econômicas contra seu país e pediu que sejam "eliminadas, ou modificadas".

Diante de uma sala lotada de grandes empresários com interesses na Rússia, o influente líder russo advertiu que o cancelamento de acordos e projetos entre Itália e Rússia tenha implicado a perda de milhões de euros.

A Itália é o quarto sócio comercial da Rússia e firmou uma série de contratos no setor tecnológico e militar que não puderam decolar.

Páginas: 1 2

Aleteia Top 10
  1. Lidos