Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Quinta-feira 26 Novembro |
São Silvestre Guzzolini
home iconAtualidade
line break icon

Dividida sobre a solidariedade, UE pode viver nova crise migratória

<p>Migrantes são vistos em campo de refugiados da Cruz Vermelha, em Roma, no dia 16 de junho de 2015</p>

AFP - publicado em 17/06/15

A União Europeia luta para chegar a um acordo sobre um mínimo de solidariedade para acolher os requerentes de asilo e aliviar a pressão sobre os países mediterrânicos, o que forçou a Itália a considerar um "plano B".

Os países vizinhos temem que a Itália deixe entrar em seu território os migrantes que desembarcam a cada dia em sua costa.

"É hora de olhar para além dos interesses nacionais", declarou o comissário europeu Dimitris Avramopoulos, após uma reunião dos ministros do Interior europeus em Luxemburgo, onde nenhum compromisso foi alcançado.

"A solidariedade não é voluntária. Isso não pode funcionar assim", afirmou. "Ela não se negocia", acrescentou, exortando os europeus a "evitar as acusações mútuas".

A Comissão Europeia propôs em maio que os Estados dividissem os 40.000 requerentes de asilo da Síria e da Eritreia que chegaram na Itália e na Grécia desde 15 de abril, enquanto 100.000 pessoas entraram clandestinamente na UE desde o início do ano, de acordo com a Frontex.

O executivo da UE também convidou os 28 países a acolher os 20.000 refugiados sírios provenientes de países fora do bloco.

A Itália, maior afetado pela crise por sua proximidade com a Líbia, um país mergulhado no caos, acolhe quase 60.000 pessoas que chegaram por mar desde o início do ano. E cada vez mais os migrantes chegam à Grécia, passando pela Turquia.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, elevou o tom na segunda-feira. "Os europeus têm o dever de enfrentar todos juntos o problema dos imigrantes".

"A Europa deve cumprir sua parte (…) Se ela não fizer, faremos sozinhos. É nosso ‘plano B’ que representará uma derrota para a Europa", ameaçou.

Em 2011, o governo liderado por Silvio Berlusconi decidiu deixar passar os migrantes que chegavam em seu território sem controle, para denunciar a negação dos demais Estados da UE de ajudar a administrar os fluxos migratórios ilegais.

O ministro italiano Angelino Alfano negou nesta terça-feira que Roma esteja planejando fornecer aos migrantes e aos candidatos a asilo vistos provisórios de três meses para permitir que circulem no espaço Schengen.

‘Crise migratória’

França e Alemanha procuram evitar a todo preço um cenário de "crise migratória". Os ministros francês, italiano e alemão se encontraram à margem da reunião para discutir a situação perto de Vintimille.

A polícia francesa impede desde a quinta-feira passada 200 migrantes africanos de entrar na França por esta cidade costeira italiana.

Sobre esta decisão, Alfano criticou a França de minar um dos princípios do bloco europeu: a liberdade de movimento.

Paris, por sua vez, insistiu que deve existir responsabilidade em contrapartida da solidariedade.

"A responsabilidade é um dispositivo que permitirá distinguir os migrantes que podem obter asilo na Europa dos que formam parte da imigração econômica irregular, e organizar o retorno dos migrantes em situação irregular", explicou o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve.

Os desacordos entre europeus são tamanhos que a discussão foi passada para a cúpula de chefes de Estado na próxima semana.

Os 28 contestam a proposta de Bruxelas, que prevê uma distribuição dos requerentes de asilo em função do PIB e do desemprego.

Alguns temem que esse mecanismo se torne permanente. "O que pode ser aceitável para 40.000 pessoas se torna impossível para 200.000", disse um diplomata europeu. Outros recusam insistentemente o caráter obrigatório da proposta, preferindo um programa numa base voluntária.

Concretamente, a França é chamada a acolher em dois anos 9.000 refugiados de asilo e requerentes da Síria e da Eritreia, e a Alemanha 11.849.

Apesar dos indícios, o comissário Dimitris Avramopoulos Comissário diz estar "otimista", garantindo que um acordo pode ser encontrado no final de julho.

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
MARYJA
Philip Kosloski
A melhor oração mariana para quando você prec...
Papa Francisco com máscara contra covid
Reportagem local
As 3 “covids” do Papa Francisco
WEB2-COMMUNION-EUCHARISTIE-HOSTIE-GODONG-DE354465C-e1605635059906.jpg
Reportagem local
Internado na UTI, Pe. Márlon Múcio continua c...
pildorasdefe.net
Por que você não vai para frente? Talvez este...
No colo de Maria
Como rezar o terço? Um guia ilustrado
Confissão não é para contar problemas, mas para contar pecados
Pe. Gabriel Vila Verde
Confissão não é para contar problemas, mas pa...
RED WEDNESDAY
Reportagem local
Perseguição aos cristãos no mundo é denunciad...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia