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Curdos sírios capturam importante base do EI no norte de Raqa

(Aquivo) Membros das forças sírias curdas são vistos em Akçakale, Turquia, no dia 15 de junho de 2015

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As forças curdas sírias, apoiadas pela aviação da coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos, capturaram nesta segunda-feira uma base-chave ao norte de Raqa que estava em poder do grupo Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

"As Unidades de Defesa do povo Curdo (YPG), apoiadas pela coalizão, assumiram o controle total de Liwa 93 (Brigada 93), situada 56 km ao norte de Raqa, principal feudo do Estado Islâmico na Síria, revelou o Observatório.

"As linhas de defesa do EI se deslocaram para os arredores da cidade de Raqa", tornando vulnerável esta capital de fato do Estado Islâmico na Síria, disse à AFP Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH.

A base capturada "também era importante para o EI porque defendia as estradas ligando Raqa aos feudos do grupo nas províncias de Aleppo (oeste) e Hassaké (leste)".

O EI havia capturado a base militar das forças do regime sírio no verão (boreal) de 2014.

"Os curdos também penetraram em bairros periféricos da cidade de Aïn Issa, na região da Brigada 93", que deve cair com a tomada da base, precisou Abdel Rahmane.

Se o YPG capturar Aïn Issa, será a terceira posição importante perdida nos últimos dias pelo EI na província de Raqa, bastião dos jihadistas.

Na semana passada, as forças curdas tomaram Tall Abyad, cidade fronteiriça com a Turquia e ponto vital para o trânsito dos combatentes.

Graças aos ataques aéreos da coalizão internacional, os curdos têm conseguido infligir derrotas ao Estado Islâmico desde o início do ano, incluindo a retomada da cidade curda de Kobane, no norte da Síria.

Em outra frente, o Exército sírio assumiu o controle de uma rota de abastecimento de petróleo perto de Palmira, antiga cidade tomada pelo Estado Islâmico, que colocou explosivos nos tesouros arqueológicos.

Apesar do envio de reforços militares e do intenso bombardeio aéreo de Palmira, no centro do país, nada permite pressagiar um ataque para retomar esta cidade histórica, e o regime se concentra nas linhas de abastecimento de energia na zona.

Palmira é uma joia arqueológica no deserto sírio, mas seus arredores constituem uma encruzilhada onde são extraídos petróleo e gás natural que são enviados às cidades sob controle do governo, em guerra contra os rebeldes há quatro anos.

Segundo o OSDH, o regime "expulsou durante o fim de semana os jihadistas de Al-Biyarat al-Gharbiya", a 10 km de Palmira.

"A tomada desta região permite assegurar uma rota de transporte de petróleo desde o campo de Jazal, vinte quilômetros a noroeste de Palmira", explicou Rami Abdel Rahmane.

O Exército sírio recuperou na semana passada este campo das mãos do EI, que ainda controla vastas partes de território na Síria e no vizinho Iraque.

 

Prioridade aos campos petrolíferos

"O regime pode agora transportar petróleo de Jazal, via Al-Biyarat, a outras cidades sob seu controle", segundo o OSDH.

Sua prioridade continua sendo os campos petrolíferos e gasíferos ao redor de Palmira, que "alimentam de eletricidade Damasco, Banias sobre a costa e Homs" e é pouco provável que "no momento ataque Palmira, onde não conta com apoio popular", acrescentou.

O jornal sírio Al-Watan, próximo ao regime, confirmou "um progresso de maneira significativa da infantaria síria na zona de Al-Biyarat al-Gharbiya". Também informou sobre novos e intensos ataques da aviação síria contra Palmira.

Jazal é um dos dois últimos campos petrolíferos nas mãos do regime, além do gasífero de Shaer (centro). Produz 2.500 barris diários, segundo o semanário econômico on-line Syria Report.

A produção de gás passou de 8,7 bilhões de m3, antes do início do conflito em 2011, a 3,6 bilhões atualmente, segundo o ministério do Petróleo. A produção oficial caiu a 9.329 barris de petróleo diários em 2014 contra 380.000 antes da guerra.

No domingo, o EI semeou de minas as famosas ruínas de Palmira, o que aumenta os temores de um desastre neste sítio declarado Patrimônio Mundial da Humanidade, segundo o OSDH e as Antiguidades sírias, que citam habitantes da cidade.

Mas não está claro se a intenção dos jihadistas, que já destruíram tesouros arqueológicos no Iraque, é ameaçar o sítio para impedir o avanço militar sobre a cidade.

Em Palmira, "a situação é muito difícil para os civis devido aos ataques e à falta de eletricidade e água", disse Mohamad Hassan al-Homsi, um militante da cidade.