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Veja um ano da proclamação do 'Califado' do Estado Islâmico

© EYEPRESS NEWS / AFP

IHADI JOHN IDENTIFIED AS LONDONER Islamist militant Mohammed Emwazi, identified as Jihadi John, was a member of a network in contact with one of the men convicted of trying to bomb the British capital's underground railway in 2005, according to the government. The man dubbed by British media Jihadi John has fronted Islamic State videos from Syria that showed either the killing or bodies of victims including British, U.S. and Japanese citizens and Syrian soldiers. U.S. security sources last week identified the man, who appeared clad in black and brandishing a knife, as Mohammed Emwazi.

Agências de Notícias - publicado em 30/06/15

A maneira como o EI governa seu território na Síria e no Iraque provoca grande medo e horror. Seus assassinatos em massa e execuções brutais tornaram-se sua marca registrada

Desde a proclamação do "califado" no dia 29 de junho de 2014, há exatamente um ano, o grupo Estado Islâmico (EI) estendeu seu poder territorial na Síria e no Iraque e conseguiu a adesão de muitos grupos na África e na Ásia.

– PROCLAMAÇÃO DE UM CALIFADO

– 29 de junho de 2014: Os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que combatem no Iraque e na Síria, anunciam a criação de um califado islâmico nas regiões conquistadas nos dois países.

O grupo passa a se chamar Estado Islâmico e designa como califa o iraquiano Abu Bakr Al Bagdadi.

Anteriormente haviam conquistado a cidade de Mossul, a segunda mais importante do Iraque, e vários territórios limítrofes com o Curdistão iraquiano autônomo, provocando a fuga de dezenas de milhares de cristãos e yazidis.

Em janeiro de 2015, os jihadistas conquistam a cidade síria de Raqa, que se converte na capital do califado.

– APARIÇÃO PÚBLICA DE BAGDADI

– 5 de julho de 2014: Bagdadi aparece pela primeira vez em público e convoca todos os muçulmanos a obedecê-lo, segundo um vídeo divulgado por sites jihadistas.

– ATAQUES AMERICANOS

– 8 de agosto de 2014: No Iraque, os Estados Unidos lançam ataques aéreos contra posições jihadistas, envolvendo-se militarmente pela primeira vez de forma direta desde a retirada de suas tropas, no fim de 2011.

No início de setembro, o presidente americano, Barack Obama, promete vencer o EI com uma grande coalizão internacional. No dia 23 de setembro lança seus primeiros ataques aéreos contra o grupo na Síria.

– EXECUÇÃO DE REFÉNS

– 19 de agosto de 2014: O EI divulga imagens da decapitação de um jornalista americano sequestrado na Síria em represália pelos ataques aéreos dos Estados Unidos.

Desde esta data o EI executa outros reféns e é acusado de semear o terror nos territórios que controla através de decapitações e apedrejamentos.

– DERROTA EM KOBANE

– 26 de janeiro de 2015: O EI é derrotado em Kobane, cidade curda da Síria situada na fronteira com a Turquia. Após quatro meses de violentos combates, as forças curdas apoiadas pela aviação americana expulsam os jihadistas da cidade.

– LIBERTAÇÃO DE TIKRIT

– 31 de março de 2015: As forças armadas do Iraque, apoiada pelas milícias xiitas, retomam o controle de Tikrit.

– TOMA RAMADI E PALMIRA

– 21 de maio de 2015: Os jihadistas do EI se amparam da cidade de Palmira, no centro da Síria, quatro dias depois de terem conquistado Ramadi, capital da província iraquiana de Al-Anbar. Estas duas vitórias lhe permitem ampliar sua zona de influência a ambos os lados da fronteira.

– OS CURDOS DERROTAM O EI NA SÍRIA

– 16 de junho de 2015: As Unidades de Proteção Popular (YPG), as forças armadas dos curdos da Síria, recuperam Tall Abyad, uma cidade fronteiriça com a Turquia nas mãos do EI e local de trânsito de armas e homens para o grupo jihadista.

– 25 e 26 de junho de 2015: o EI lança um ataque surpresa em Kobane e seus arredores, matando mais de 200 civis em 48 horas. No dia 27 de junho as forças curdas expulsam os jihadistas da cidade.

– ATENTADOS NA TUNÍSIA E NO KUWAIT

– 26 de junho de 2015: 38 pessoas morrem em um ataque reivindicado pelo EI contra um hotel de turistas estrangeiros na Tunísia.

No Kuwait um atentado do Estado Islâmico contra uma mesquita xiita provoca a morte de 26 pessoas.

Desde junho de 2014, o EI também ganhou espaço na Líbia, onde se amparou da cidade de Sirte, a leste da capital, Trípoli.

Desde a proclamação do "califado", grupos armados islamitas de vários países se declararam leais ao Estado Islâmico.

SEGUNDO ANO

O "califado" do grupo Estado Islâmico (EI), proclamado em territórios sob seu controle no Iraque e na Síria, entra agora no seu segundo ano, enquanto a comunidade internacional se mostra incapaz de deter as atrocidades dos jihadistas, que atacaram recentemente a Tunísia e o Kuwait.

O grupo, liderado por Abu Bakr al-Baghdadi, anunciou em 29 de junho de 2014 que criaria uma forma de governo islâmico chamado de "califado" e garantiu que este duraria e se expandiria.

Em um ano, o grupo expandiu seu território na Síria e no Iraque, apesar da formação de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos que tenta pará-lo.

O EI também conseguiu estabelecer uma rede de grupos afiliados em todo o mundo e procura destilar medo muito além dos países onde atua diretamente.

Esta semana, reivindicou um ataque mortal na Tunísia, que custou a vida de 38 pessoas, a maioria turistas estrangeiros.

Também está por trás do atentado suicida contra uma mesquita xiita no Kuwait, que matou 26 pessoas. 

Igualmente pode ter servido de inspiração para o autor de um atentado na França, que assassinou seu chefe e tentou explodir o seu carro em uma usina de gás.

"Não está claro se essas ações são centralizadas ou coordenadas pelo EI. Mas corremos o risco de ver membros ou simpatizantes do EI, retornando para casa depois de receber treinamento militar, de realizar ataques por iniciativa própria e cuja extensão depende da sua capacidade, seus meios e oportunidades", explica Yezid Sayegh, pesquisador do Centro Carnegie para o Oriente Médio.

Milhares de vítimas

A maneira como o EI governa seu território na Síria e no Iraque provoca grande medo e horror. Seus assassinatos em massa e execuções brutais tornaram-se sua marca registrada.

O grupo controla cerca de metade do território sírio, uma grande parte desabitada, e quase um terço do Iraque.

Só na Síria, os jihadistas do grupo executaram em um ano mais de 3.000 pessoas, incluindo 1.800 civis, destes 74 crianças, segundo informou no domingo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Esta avaliação inclui as 200 pessoas mortas na cidade curda de Kobane (norte) em um ataque na semana passada e os 900 membros da tribo sunita Shaïtat, que pereceram em 2014 por se opor aos jihadistas.

Não há números precisos sobre seus crimes no Iraque, mas acredita-se que o grupo executou milhares de pessoas, incluindo 1.700 recrutas, em sua maioria xiita, mortos ao norte de Bagdá.

A estes números, somam-se milhares de mortes em combates na Síria e no Iraque, incluindo de rebeldes sírios, combatentes curdos e militares dos dois países, assim como milicianos xiitas no Iraque.

Nenhum de seus adversários pode se gabar de grandes vitórias, e certamente não os militares iraquianos, que são particularmente criticados por ter abandonado suas posições em meados de 2014.

Derrotas militares e políticas

"Teoricamente, Bagdá possui forças suficientes para controlar seu território, mas o problema é que nem todas as forças que lutam contra o EI recebem instruções de Bagdá. Alguns fazem o que querem e outros recebem instruções de fora", diz Zaid al-Ali, autor do livro "The Struggle for Iraq’s Future" (A batalha pelo futuro do Iraque, em tradução livre).

Na Síria, apenas as forças curdas, apoiadas pela coalizão internacional, infligiram reais derrotas a esse grupo, porque, de acordo com analistas, os rebeldes não têm armas de qualidade e as forças do regime carecem de motivação para combater os jihadistas.

Mesmo a coalizão pode reivindicar vitórias limitadas durante a realização dos ataques aéreos diários na Síria, enquanto no Iraque treina o exército iraquiano.

Ela apoiou as tropas terrestres que conseguiram expulsar o EI de Kobane e Tall Abyad na Síria, bem como da província de Diyala e Tikrit, no Iraque.

Mas os jihadistas continuam a colher vitórias, como a tomada recente da antiga cidade de Palmyra, na Síria, ou da capital provincial de Ramadi, no Iraque.

Para Yezid Sayegh, "a mobilização internacional contra o Daesh (acrônimo em árabe para o EI) tem sido mínima. Talvez a coalizão não possa fazer melhor, porque está fora de questão considerar o retorno de 150 mil soldados americanos para o terreno".

No entanto, para os analistas, o sucesso do EI resulta em problemas mais políticos do que para as questões militares. O sucesso do EI reavive as "divisões sectárias e traz à tona a corrupção e décadas de autoritarismo", diz o pesquisador.

(AFP)

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