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Música, abraços e bandeiras para comemorar 'a vitória do povo grego'

<p>A presidente do Parlamento grego e membro do partido Syriza, Zoe Kostantopoulou (c), faz uma 'selfie' com um simpatizante do 'Não', vitorioso no referendo deste domingo, na celebração pelo resultado em frente ao Parlamento, em Atenas</p>

AFP - publicado em 06/07/15

Com abraços, saudações e sorrisos, milhares de gregos comemoraram, neste domingo, nas ruas de Atenas, "a vitória do povo", que disse "não" às condições de austeridade dos credores em um referendo histórico.

"Isto é uma vitória do povo grego, e uma oportunidade para a Europa. A Espanha e depois Portugal, devem seguir por este caminho", disse à AFP Yorgos, um jovem de 25 anos, que foi com a namorada celebrar no centro da capital.

Repetindo em coro o "Não", entre abraços e cervejas, centenas de pessoas comemoravam este levante contra os credores internacionais do país, a UE e o FMI.

"Somos a favor de uma Europa dos povos e não do capital. Uma Europa para o povo simples. Os gregos não têm medo porque temos nosso orgulho", acrescentou Yorgos na praça Klafthmonos, onde era possível ver uma ou outra bandeira de Portugal ou da Espanha.

A manifestação dos simpatizantes do Syriza, o partido no governo, começou na rua Stadiou e avançou rumo à praça Syntagma.

Enrolada em uma bandeira da Grécia, Maria não escondia a alegria de poder participar deste momento.

"Tínhamos perdido a esperança de ter uma família, um trabalho. Este é o começo da esperança. A Europa é para os povos, não para o capital", afirmou.

Ao seu lado, sua amiga, Evangelia, acompanhava a filha de dez anos, sorridente.

"Queremos sobreviver, simplesmente. Eu ganho apenas 400 euros com o meu trabalho e tenho uma filha. Se tudo continuasse como até agora, o que direi a ela amanhã?", pontuou.

"É uma grande mensagem para a Europa. Os alemães não esperavam esta grande vitória dos gregos", disse Yorgos, feliz, mas indignado por não ter no bolso mais do que um punhado de moedas (7 euros e trinta centavos, para ser preciso) depois de anos trabalhando como mecânico.

Um ‘Não’ muito diverso

No entanto, os partidários do "Não", defendido pelo governo para negociar um acordo melhor com seus parceiros, estão muito longe de ser um bloco harmonioso.

De qualquer forma, neste domingo, eram muitos menos do que na manifestação celebrada na sexta-feira para apoiar o primeiro-ministro, em sua defesa do "Não".

As manifestações deste domingo começaram como três: uma do grupo populista EPAM na praça Syntagma, outra da esquerda antissistema Antarsya em frente à universidade, e a terceira do Syriza (partido no poder) a poucos metros deste lugar.

Enquanto os militantes do Antarsya exibiam um gigantesco cartaz com o lema, "Não à dívida, ao euro e à UE. Não até o final", entre os simpatizantes do Syriza, muitos diziam que o objetivo não é sair do euro, mas da austeridade.

Já os militantes do EPAM, cercados por bandeiras, apresentavam o "Não" deste domingo como o herdeiro de outros dois nãos que marcaram a história da Grécia: o do ditador Ioannis Metaxas à invasão da Itália de Mussolini, em 1940, e a abolição da monarquia no referendo de 1974.

O resultado, em qualquer caso, não deixa indiferentes muitos estrangeiros visitantes ou residentes na Grécia.

Na praça Syntagma, Marco, um turista argentino de férias na Grécia, exibia um cartãozinho com a bandeira do seu país.

"Nós passamos pela mesma coisa e viemos apoiar o povo grego. O problema é que a Grécia não é um país rico em recursos como a Argentina", disse.

"Acho que isto vai ajudar o povo grego", completou sua esposa, Cristina.

Entre a multidão, de repente foi possível ver o ministro do Interior, Nicos Voutsis, que apareceu para saudar a multidão.

Em meio ao júbilo de seus simpatizantes, o ministro prometeu, diante das câmeras: "nos disseram que o jogo acabou. Pois bem, é agora que o jogo começa em toda a Europa".

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