Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Terça-feira 24 Novembro |
Santas Flora e Maria
home iconAtualidade
line break icon

Israel terá de aprender a viver com acordo nuclear iraniano

<p>O premier de Israel, Benjamin Netanyahu, participa de uma entrevista coletiva em Jerusalém</p>

AFP - publicado em 15/07/15

Israel se opôs energicamente às negociações com o Irã, ameaçando inclusive intervir militarmente para impedir a fabricação de uma bomba atômica, mas agora terá que aprender a viver com o acordo aceito pelas principais potências do mundo, estimaram os analistas.

O Irã e o grupo 5+1 (os países membros do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, além da Alemanha) concluíram nesta terça-feira um acordo que praticamente impossibilita que Teerã fabrique uma bomba atômica durante vários anos, em troca do levantamento das sanções internacionais que afogavam sua economia.

O Estado de Israel denunciou de imediato um "erro histórico" que permitirá ao Irã financiar "sua máquina do terror".

Nos últimos meses, durante as negociações que levaram ao acordo desta terça-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia assegurado que o acordo não impediria o Irã de fabricar a bomba atômica.

Israel, única potência nuclear da região, embora nunca tenha reconhecido esse fato oficialmente, considera que sua existência será ameaçada caso Teerã obtenha uma bomba atômica.

O Irã, no entanto, sempre negou que seu programa nuclear tenha objetivos militares.

Mas segundo analistas, ainda que Teerã tentasse desenvolver armas atômicas, correria sérios riscos se seu objetivo fosse atacar o Estado de Israel.

Para os analistas, a partir de agora o governo israelense terá que se limitar à diplomacia para que suas preocupações sejam levadas em conta, já que o uso unilateral da força parece muito improvável, sobretudo se Teerã não violar o acordo.

"Se (o acordo) for apresentado ao Conselho de Segurança e Israel decidir ‘se esquecer do 5+1’ (…) será uma agressão, não apenas contra o Irã, mas contra uma resolução da ONU", estimou Yossi Mekelberg, do instituto britânico Chatham House.

Erro histórico

Tão logo foi divulgada a notícia, Netanyahu declarou que seu país não está comprometido com o acordo entre as grandes potências e o Irã e que saberá se defender.

"Porque o Irã continua buscando nossa destruição", declarou. "Sempre saberemos nos defender", acrescentou.

Nas últimas semanas, Netanyahu criticou o acordo que estava sendo negociado, afirmando que "abrirá um claro caminho às bombas nucleares" para Teerã.

"Segundo os primeiros elementos aos quais tivemos acesso, já é possível dizer que este acordo é um erro histórico para o mundo", declarou nesta terça-feira o primeiro-ministro israelense.

Graças a este acordo, "o Irã receberá centenas de bilhões de dólares que lhe permitirão fazer funcionar sua máquina de terror, sua agressão e sua expansão no Oriente Médio e no mundo", acusou Netanyahu.

"Não é possível impedir um acordo quando os negociadores estão dispostos a fazer mais e mais concessões a aqueles que, inclusive durante as negociações, gritam ‘morte aos Estados Unidos’", ressaltou, referindo-se a manifestações antiamericanas.

As divergências entre Netanyahu e o presidente americano, Barack Obama, voltaram à tona na noite desta terça-feira, durante uma conversa por telefone.

O premier reafirmou suas críticas ao acordo, enquanto Obama o defendeu como uma ferramenta para "os interesses da segurança nacional de Estados Unidos e de Israel".

Agora, provavelmente a principal tarefa de Israel será tentar influenciar o Congresso americano para que se oponha ao acordo, num momento em que os congressistas têm 60 dias para se pronunciar a respeito.

Depois disso, certamente tentará apontar qualquer violação do acordo por parte do Irã e buscará impulsionar nos bastidores uma firme reação dos Estados Unidos e de outros países se isso ocorrer, segundo os analistas.

Uzi Dayan, um ex-assessor de segurança nacional israelense, reconheceu que seu país tem que seguir perseguindo seus objetivos por meios diplomáticos, mas também – estimou – precisa deixar aberta a possibilidade de realizar ações militares como último recurso.

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
FATHER PIO
Maria Paola Daud
Quando Jesus conversou sobre o fim do mundo c...
Philip Kosloski
3 poderosos sacramentais para ter na sua casa
Medalha de São Bento
pildorasdefe.net
Oração a São Bento para afastar o mal e pedir...
Reportagem local
Oração para afastar o mal de um recinto
SAINT MICHAEL
Philip Kosloski
Oração a São Miguel por proteção contra inimi...
pildorasdefe.net
Por que você não vai para frente? Talvez este...
AGNUS DEI,LAMB
Jesús Colina
Ninguém consegue ouvir este “Agnus Dei” sem s...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia