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Turquia declara guerra ao Estado Islâmico com primeiro bombardeio na Síria

<p>O premier turco fala sobre o Estado Islâmico durante uma entrevista coletiva em Ancara</p>

AFP - publicado em 24/07/15

A Turquia entrou de cabeça na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) nesta sexta-feira, com um primeiro bombardeio aéreo contra posições jihadistas na Síria, quatro dias depois de um atentado suicida atribuído ao movimento radical que deixou 30 mortos.

No final da noite de quinta, três caças F16 da Força Aérea turca bombardearam em território sírio três alvos jihadistas, na zona fronteiriça situada em frente à cidade turca de Kilis (sul).

Na quinta-feira, combatentes extremistas haviam aberto fogo contra um posto do exército turco na região de mesmo nome, matando um suboficial e ferindo dois soldados, segundo o Estado-Maior.

Imediatamente depois, os tanques turcos responderam abrindo fogo contra uma posição jihadista e mataram um dos combatentes.

Este confronto direto ocorre após o atentado suicida cometido na segunda-feira em Suruc (sul), que deixou 32 mortos e uma centena de feridos entre jovens ativistas de esquerda pró-curdos que iam participar da reconstrução da cidade síria de Kobane.

As autoridades identificaram como autor um jovem turco de 20 anos, Seyh Abdurrahman Alagoz, que segundo a imprensa havia estado na Síria nas fileiras do EI.

Desde o atentado em Suruc, o governo islamita conservador de Ancara, até agora acusado de complacência com o EI, reforçou seu combate aos jihadistas.

Segundo um responsável militar americano, a Turquia autorizou finalmente os Estados Unidos a utilizar várias de suas bases aéreas, entre elas a de Incirlik (sul), para bombardear o EI na Síria e no Iraque, após uma conversa telefônica entre o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e seu colega americano Barack Obama.

Até a data, a Turquia havia permanecido de braços cruzados ante o EI na Síria, negando-se a intervir militarmente de forma direta em apoio às milícias curdas por medo da formação de uma região autônoma hostil no norte do país.

Segundo os meios de comunicação turcos, este acordo fechado entre os dois países também contempla uma zona de exclusão aérea em parte da fronteira síria, de 90 quilômetros entre as cidades sírias de Marea e Jarabusul no leste, explicou nesta sexta-feira o jornal Hurriyet.

Este perímetro irá reforçar outra zona de segurança de 50 quilômetros dentro da Síria na qual o EI e os jihadistas não poderiam entrar, com o objetivo de deter novos fluxos maciços de refugiados em direção à Turquia, acrescentou o jornal.

O acordo não prevê a chegada de tropas americanas ao solo turco, mas apenas a de um contingente adicional de 50 militares como suporte técnico.

"A República da Turquia está determinada a tomar todas as precauções para defender sua segurança nacional", repetiu nesta sexta-feira o gabinete do primeiro-ministro, Ahmed Davutoglu, um dia depois de se reunir com os chefes militares e os serviços de segurança.

Polícia como alvo

O governo de Ancara também contempla a mobilização de dirigíveis em seus 900 quilômetros de fronteira com a Síria, e protegê-la com um muro para impedir o movimento dos jihadistas através dela, segundo o jornal Hurriyet, que cita autoridades turcas.

Na manhã desta sexta-feira, as autoridades turcas lançaram uma vasta operação contra supostos membros do grupo Estado Islâmico em 13 províncias do país, assim como contra rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que na quarta-feira reivindicaram a execução de dois policiais em Ceylanpinar (sul), acusados de conivência com os jihadistas.

Na operação antiterrorista ainda em andamento, que só em Istambul mobiliza 5.000 policiais e helicópteros, morreu um militante de extrema esquerda.

Além disso, a polícia deteve e colocou em prisão preventiva 251 pessoas, anunciou o primeiro-ministro Davutoglu em um comunicado.

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