Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Sábado 05 Dezembro |
São Saba
home iconAtualidade
line break icon

Escravidão sexual: Estado Islâmico prossegue a prática sem ser muito incomodado nem sequer pela mídia

AP Photo/Asaad Mouhsin

John Burger - publicado em 03/08/15

Mulheres cristãs e yazidis continuam usadas como coisas pelos monstros fanáticos



"Eu fui estuprada TRINTA VEZES e ainda não é nem meio-dia. Eu não tenho condições de ir ao banheiro. POR FAVOR, BOMBARDEIEM-NOS".

Esta aberração em forma de palavras foi proferida por uma jovem yazidi durante conversa via celular com ativistas do Compassion4Kurdistan. Segundo artigo de Nina Shea no The American Interest, aquela jovem está longe de estar sozinha. Meninas e mulheres continuam sendo vendidas para encher os cofres da abominação autoproclamada “Estado Islâmico” e para atrair homens jovens à barbárie da jihad no Iraque e na Síria.

Nina Shea é diretora sênior do Departamento do Instituto Hudson para a Liberdade Religiosa. Enquanto o mundo recorda nesta semana o primeiro aniversário da expulsão de milhares de cristãos do norte do Iraque, ela afirma que a escravidão sexual de mulheres cristãs e yazidis nas mãos dos militantes do Estado Islâmico permanece largamente ignorada.

O diretor do Wilson Center Middle East, Haleh Esfandiari, observa que "os governos árabes e muçulmanos, embora falem alto ao condenarem o EI como uma organização terrorista, calam a boca sobre o tratamento às mulheres". A reação da Casa Branca também é de espantoso silêncio. O relatório 2015 do Departamento de Estado norte-americano sobre tráfico sexual, lançado em 27 de julho, dedica dois parágrafos, em 380 páginas, à institucionalização da escravidão sexual pelo Estado Islâmico no ano passado.

"Em agosto do ano passado, pouco depois de o EI estabelecer seu ‘califado’, eles começaram a capturar mulheres e meninas não sunitas e a dá-las como prêmio ou vendê-las como escravas sexuais. Na grande maioria, elas eram yazidis, mas, de acordo com relatórios da ONU, também havia cristãs", escreve Shea, entre cujos relatos angustiantes há os de meninas de 9 anos violentadas pelos seus “donos”.

Frank Wolf, ex-deputado norte-americano que entrevistou refugiados no Curdistão em janeiro, ouviu o relato de Du’a, uma adolescente yazidi mantida presa em Mossul com outras 700 meninas da mesma etnia. As reféns eram separadas por cor dos olhos e os membros do EI as escolhiam para si como produtos. O “resto” era separado entre “bonitas” e “feias”. As mais bonitas eram dadas aos membros de alto escalão do EI.

Neste mês, o SITE Intelligence Group, que monitora atividades on-line dos extremistas, descobriu no Twitter um panfleto do EI anunciando que meninas capturadas em batalha seriam os três primeiros prêmios de um concurso de recitação do alcorão realizado em duas mesquitas sírias durante o ramadã. A cobertura do escândalo se limitou a mensagens na internet.

No entanto, o fenômeno é tão inegável que “juristas islâmicos” tiveram de fazer pronunciamentos teológicos sobre ele: o Departamento da Fatwa do Estado Islâmico “esclareceu” que “as fêmeas dos Povos do Livro”, incluindo as cristãs, também podem ser escravizadas para fins de sexo, mas “muçulmanas apóstatas” não podem.

O número de escravas sexuais cristãs é desconhecido. Em março, 135 mulheres e crianças estavam os sequestrados de 35 aldeias cristãs da região do rio Khabour, na Síria. O EI pediu 23 milhões de dólares pelo resgate, que, obviamente, as famílias eram incapazes de pagar. "Elas agora pertencem a nós", finalizaram os fanáticos. As mais velhas foram liberadas; as mais jovens não. Embora ainda não haja confirmação, o mais provável é que elas tenham sido escravizadas.

Esta prática, escreve Shea, "precisa ser vigorosamente condenada como parte de um genocídio religioso tanto quanto as horríveis decapitações".

Tags:
Estado IslâmicoPerseguição
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
HUG
Dolors Massot
Médico abraça paciente com Covid-19 que chora...
PADRE NO ALTAR DA MISSA
Reportagem local
Missa de Crisma é interrompida por policiais ...
Missa de Crisma
Reportagem local
Arcebispo detona interrupção de Missa: "Ocorr...
BOKO HARAM NIGÉRIA
Francisco Vêneto
Terroristas islâmicos degolam mais de 100 pes...
Bispo brasileiro Dom Antônio Carlos Rossi Keller
Reportagem local
Mais um bispo brasileiro detona: "Autoridades...
Aleteia Brasil
Oração do Advento
No colo de Maria
Como rezar o terço? Um guia ilustrado
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia