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Por que se casar na Igreja, segundo São João Paulo II

Louise ALLAVOINE/CIRIC
Titre: Illustration Mariage







Date de création: 28/08/2012








Légende: Juillet 2012 : Messe lors d'un mariage catholique, dans le centre de la France.





July 2012 : catholic wedding in France.








Référence: 213283








Sous-titre: 2012_mariage_ciric_allavoine_02








Stock: Ciric International








Voir le reportage: Illustration Mariage

Signature: Louise ALLAVOINE/CIRIC
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Divulgado o artigo até agora inédito que apareceu recentemente em uma seleção de textos escritos por Karol Wojtyla entre 1952 e 1962

Para a maioria das pessoas, as núpcias celebradas na Igreja são ainda um atrativo: desejam celebrar o matrimônio religioso. Por que é assim? Karol Wojtylase perguntava já tempos antes de se tornar papa, como demonstra um artigo até agora inédito que apareceu recentemente em uma seleção de textos escritos por ele entre 1952 e 1962, intitulada: “Educar e amar. Escritos sobre o matrimônio e a família” (Cantagalli, Itália).

No texto, de extraordinária atualidade, Wojtyla ressalta que o casamento celebrado na Igreja é mais atraente que o realizado em um Cartório Civil para “a grande maioria das pessoas”, também aqueles “não muito crentes”.

Em primeiro lugar, escrevia Wojtyla, é preciso esclarecer o que significa celebrar o casamento na Igreja. Assim como no casamento civil – explica –, no religioso existem dois momentos, o contrato e a declaração, mas enquanto no primeiro caso a declaração está nos acordos da sociedade, do poder civil, o matrimônio religioso “olha muito mais alto e assume o caráter tipicamente religioso, até mesmo solene. É o juramento a definir o caráter religioso da declaração. O ato não tem sentido se não se aceita a existência de Deus. O juramento chama o Senhor como testemunha”.

Por que se casar na Igreja?

“Antes de tudo”, responde João Paulo II, “porque isto corresponde plenamente à dignidade e ao valor da pessoa humana. Sabemos que o matrimônio sacramental é o fundamento da ligação indissolúvel do homem e da mulher, e somente esta visão do matrimônio permanece em certo relacionamento com a dignidade da pessoa humana, em certo relacionamento com aquilo que o homem é”.

“A pessoa possui um particular valor, e tal valor da pessoa merece uma particular afirmação. A pessoa não pode se tornar um objeto a se utilizar – e assim seria se as relações sexuais não fossem mantidas pela instituição do matrimônio, da instituição do matrimônio monogâmico e indissolúvel.”

Existe uma outra razão, que “começa a se formar na nossa consciência quando com os olhos da fé olhamos o destino e avocação de cada ser humano”.

“O ser humano é destinado não somente a cumprir grandes obras neste mundo, a subjugar a terra, a criar a cultura e a civilização, mas o homem – a pessoa humana – é chamado a encontrar pessoalmente Deus, a unir-se definitivamente a Deus. Cada homem possui este destino e cada um é chamado a isto, mesmo quando ainda pouco percebe.”

Se é assim, serve “um voto (juramento), um ato de virtude religiosa até que dois batizados, dois crentes, homem e mulher, possam se unir no matrimônio e iniciar as relações sexuais mediante as quais duas pessoas se doam reciprocamente”, porque “o Senhor deve, de qualquer maneira, ceder; Ele que tem o direito a cada pessoa humana em um certo modo o deve permitir. E é aquilo que acontece no momento da celebração religiosa das núpcias, enquanto ambos se ajoelham, sentindo sob si a majestade divina, vendo diante de si a grandeza do Seu amor e compreendendo plenamente o Seu direito sobrenatural sob cada um deles”.

“Enquanto ambos juram, prometendo-se o amor, a fidelidade e a honestidade conjugal, pelo próprio fato do juramento recebem do Senhor a permissão, o direito de pertencer um ao outro.”

“Por que se casar na Igreja?”, perguntava-se Wojtyla. “Porque o casamento se torna um sacramento que transmite os recursos da redenção de Cristo, aquela força sobrenatural que permite aos homens, que permanecem seres humanos, viver segundo o plano de Deus, viver como filhos de Deus”.

Para viver o matrimônio deste modo, conclui, “no momento da celebração os esposos devem atingir a graça, acolher na alma tantas daquelas energias sobrenaturais que permitem que eles correspondam ao pensamento de Deus, ao grande plano do Criador e Redentor”.

Em relação a este grande plano, de fato, o homem “se encontra em um nível inferior e frágil”, e para viver no matrimônio segundo o plano de Deus “deve sempre transcender-se, sair fora daquilo que comporta a própria fraqueza. Saírem juntos, ambos”.