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Relatos arrepiantes e significativos: como é que um abortista tem estômago para fazer o que faz?

Center for Medical Progress

Pe. Frank Pavone - publicado em 04/08/15

Ela almoça, bebe vinho e, ao mesmo tempo, vai negociando pedaços de corpos de bebês abortados

A organização norte-americana Centro para o Progresso Médico desmascarou recentemente, em vídeo, as negociações mafiosas da gigantesca rede abortista Planned Parenthood para vender órgãos e tecidos dos bebês abortados em suas clínicas.



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Entre as muitas lições dessa história estarrecedora, uma é que o aborto não só destrói só os bebês e suas mães: ele também destrói os médicos que o perpetram.

O vídeo que flagrou a Dra. Deborah Nucatola negociando a venda de partes de bebês abortados tem espantado o mundo por muitos motivos – e um deles é a naturalidade com que ela própria aparece sentada à mesa de almoço, comendo salada e bebendo vinho, enquanto fala sobre as formas de se esmagar os corpos dos bebês de modo a extrair sem maiores danos o fígado e o coração, por exemplo, para atender aos pedidos dos clientes. Como ela chegou a essa frieza?

Ou a Dra. Mary Gatter, como é que ela consegue falar do desejo de comprar um carro de luxo e da importância de usar métodos de aborto "que estraguem o menos possível os órgãos", para ajudá-la a realizar esse desejo?

Como é que seres humanos podem se reunir em torno dos pedaços de outro ser humano destruído e ficar animados porque encontraram um rim intacto?

Em suma, o que é que se passa na mente, na alma de quem aborta bebês e vende seus órgãos?

Eu examinei esta questão ao longo de décadas, realizando encontros e programas de terapia com ex-abortistas e ex-funcionários de clínicas de aborto, além de trabalhar com o Dr. Philip Ney, psiquiatra canadense que tem participado da maior parte das pesquisas pioneiras sobre o tema.

Tentar entender como uma pessoa entra no negócio do aborto, e como ela sai, é um desafio fascinante – e muitas vezes assustador. Ele nos mostra o quanto um ser humano consegue se desconectar totalmente das próprias respostas naturais de horror e aversão a matar, das próprias advertências naturais da consciência. E não estamos falando aqui de doutrina ou de convicções religiosas. Estamos falando de instintos e de psicologia, estamos falando das respostas mais básicas, mais enraizadas na natureza humana, que promovem a preservação de nós mesmos, dos outros e da nossa espécie.

E o que descobrimos é que a capacidade de fazer o que a Dra. Nucatola fez exige que ela se desumanize.

Cada um de nós tem uma natural barreira psicológica e física que nos impede de matar alguém. Em circunstâncias normais, simplesmente não conseguimos rompê-la. Ela faz parte da nossa humanidade. Mas matar é mais fácil quando se desumaniza a vítima. Quem comete bullying, por exemplo, começa com insultos e xingamentos antes de partir para a agressão física. Acontece que, ao tentar desumanizar a vítima, o agressor sempre desumaniza a si mesmo. É isto o que acontece com os abortistas.

O que descobrimos é que os abortistas normalmente começam a sua formação médica com esperanças de ajudar a humanidade. A maioria dos estudantes que se tornam abortistas, no entanto, vem de uma infância marcada pelo abuso ou pela negligência e tem baixa autoestima. Um orientador renomado, em dado momento, os puxa de lado e lhes mostra um aborto. E o processo de desumanização vai se acelerando quando o abortista em treinamento começa a se recusar a ouvir a voz da consciência.

O Dr. Philip Ney explica em seu livro “The Centurion’s Pathway” (“O caminho do centurião”):


"Eles calam o seu protesto natural: ‘Não, você não pode fazer isso’. É muito parecido com o jeito com que eles acalmaram seus protestos contra os maus-tratos que eles próprios recebiam. Depois de participarem de forma passiva de um aborto, eles têm de começar a racionalizar para si mesmos o porquê de não terem protestado" (pág. 39).

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AbortoCultura do descarte
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